Serviços de inteligência do Irã miram bases dos EUA na Alemanha, como Ramstein e Spangdahlem, gerando alerta sobre possíveis ataques secretos, segundo a revista WirtschaftsWoche. Autoridades ocidentais revelaram que Israel avisou aliados há semanas sobre riscos a instalações ligadas à logística contra Teerã. A Alemanha monitora a atividade iraniana recente, enquanto o Comando Europeu dos EUA avalia a segurança, cenário que já motivou a retirada de bombardeiros norte-americanos do Reino Unido.
Os serviços de inteligência iranianos estão tendo como alvo instalações militares dos EUA na Alemanha, incluindo as bases aéreas de Ramstein e Spangdahlem, em meio a preocupações com possíveis ataques secretos relacionados ao conflito com o Irã, informou a revista WirtschaftsWoche nesta quinta-feira.
Israel alertou seus parceiros dos EUA e da Alemanha há três semanas sobre uma possível ameaça, com a preocupação concentrada nas bases que dão apoio às operações militares norte-americanas e à logística ligada ao conflito com o Irã, segundo a reportagem. O texto citou várias autoridades de inteligência ocidentais que preferiram não se identificar.
As embaixadas do Irã e de Israel em Berlim não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
O Ministério da Defesa alemão se recusou a comentar.
"Não é apropriado discutir assuntos de inteligência, e não faremos comentários sobre relatórios específicos de ameaças ou medidas de proteção das forças", disse um porta-voz do Comando Europeu dos EUA. "O Comando Europeu dos EUA permanece vigilante e avalia continuamente o ambiente de segurança em todo o teatro de operações europeu."
Uma fonte disse à Reuters que a Alemanha vem monitorando o aumento da atividade iraniana há semanas, sem fazer referência específica ao que foi mencionado no artigo da WirtschaftsWoche.
Os EUA afirmaram na segunda-feira que uma ameaça ligada ao Irã levou à retirada dos bombardeiros norte-americanos B-1 da base aérea britânica RAF Fairford.