Aumentam riscos de ataques a navios-tanque após Irã prometer bloquear mais rotas em Ormuz

8 out 2026 - 10h37
Resumo
O risco de ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz aumentou após o Irã ameaçar bloquear rotas não autorizadas e classificar caminhos alternativos de exportação como atos hostis. A escalada, que inclui ofensivas com mísseis e drones — como a recente investida contra o petroleiro Acers, perto do Catar —, reduziu o tráfego de embarcações ao menor nível em dois meses. O regime iraniano busca manter o controle sobre o escoamento regional de petróleo, gerando temores de uma área de conflito ampliada.

Os navios-tanque ‌estão enfrentando um risco maior de ataques e intimidações ao tentarem transportar cargas essenciais pelo Estreito de Ormuz, depois que o Irã emitiu novas advertências de que bloquearia rotas que não tivesse autorizado, segundo fontes.

Na semana passada, já se registrou o maior número de ataques a petroleiros nessa importante via ⁠navegável desde o início da guerra com o Irã — reduzindo o número ‌de embarcações que tentavam passar para o menor nível em mais de dois meses.

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O Irã alertou agora os países da região que qualquer tentativa ‌de abrir novas rotas para a exportação de ‌petróleo seria considerada hostil, disse à Reuters uma alta autoridade regional ⁠próxima a Teerã.

Isso faz parte de um plano acordado tanto pelos líderes políticos do Irã quanto pela Guarda Revolucionária, acrescentou a autoridade.

"O Irã não tem absolutamente nenhuma intenção de permitir que o controle do Estreito de Ormuz lhe escape das mãos e já tem planos prontos para bloquear as rotas ‌que alguns países da região utilizam para exportar petróleo", disse à Reuters, separadamente, ‌um diplomata sênior da ⁠região informado por ⁠Teerã.

"Isso poderia envolver ataques com mísseis e drones contra navios, ou o envio de embarcações ⁠para afugentar os navios", acrescentou o ‌diplomata. "O Irã planeja continuar com ‌essa política de medo e ameaças", disse ele.

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Nos últimos meses, os produtores de petróleo do Golfo aceleraram os embarques de petróleo por canais que contornam o lado omanense do estreito antes de transferir o ⁠petróleo em águas abertas no Golfo de Omã, com apoio aéreo dos EUA, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

No mais recente incidente nas últimas 24 horas, projéteis atingiram um petroleiro a cerca de 95 km da costa do Catar, dentro do Golfo, informou a ‌agência da Marinha britânica UKMTO.

Fontes de segurança marítima informaram que o petroleiro químico Acers, com bandeira de Antígua e Barbuda, foi atingido por vários ⁠projéteis ao norte de Madinat ash Shamal, no Catar, causando ferimentos leves à tripulação.

"O ataque ao Acers aumenta a possibilidade de uma área de combate mais ampla, afetando as aproximações ao Catar, Barein, Arábia Saudita, Kuwait e Iraque", afirmou a Clearwater Dynamics, subsidiária do grupo de inteligência de riscos marítimos Pole Star Global, em um relatório divulgado na quinta-feira.

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A operadora da embarcação, listada em bancos de dados de navegação como Valvoria Shipping, com sede em Antígua e Barbuda, não foi encontrada para comentar o assunto.

"A recente onda de ataques iranianos parece ter diminuído a disposição dos armadores em navegar pelo estreito", disse Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da associação de navegação BIMCO.

"A ameaça iraniana parece ter aumentado."

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