A Itália registrou mais uma queda na taxa de fecundidade e contabilizou apenas 355 mil nascimentos em 2025, menor número de sua história e que representa uma redução de 3,9% na comparação com 2024, que detinha o recorde negativo anterior.
Os dados estão em um relatório divulgado nesta terça-feira (28) pela Fondazione per la Natalità, confirmando os números que já haviam sido antecipados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Istat) em março passado.
De acordo com o documento, a Itália teve uma taxa de fecundidade de 1,14 filho por mulher em 2025, superando o mínimo histórico de 1,18, registrado em 2024.
O relatório também apontou que 62,2% das pessoas que decidiram não ter mais filhos culpam "obstáculos econômicos, de trabalho ou sociais" e que 49,9% das mulheres temem consequências negativas na carreira em caso de maternidade, contra 24% dos homens.
Com 652 mil óbitos (-0,2%), o "Belpaese" apresentou um saldo natural (diferença entre nascimentos e mortes) negativo de 297 mil pessoas em 2025 ? no período anterior, esse número foi de -283 mil.
"Se, por um lado, a Itália tem uma das expectativas de vida mais elevadas no mundo (83,4 anos), por outro, esse primado arrisca pressionar cada vez mais a sustentabilidade do sistema de saúde, bem-estar social e aposentadoria", diz o estudo.
Uma projeção recente do Istat apontou que o país pode perder 11,5 milhões de habitantes até 2070, o que significaria uma redução populacional de 20% em menos de meio século. .