Próximo 11/9 pode estarem preparação, diz chefe da inteligência britânica

Diretor do MI5 alertou para terroristas 'apoiados por Estados hostis'

11 set 2026 - 11h06
Resumo
O chefe do MI5 britânico, Ken McCallum, alertou que um novo ataque devastador, como o 11 de Setembro, pode estar em preparação a partir de ameaças antes negligenciadas. Embora grupos jihadistas como a Al-Qaeda ainda preocupem, ele destacou o perigo crescente de terroristas apoiados por Estados hostis, como o Irã, focados em sabotagens e ciberataques contra infraestruturas cruciais. McCallum defendeu adaptação e resiliência das agências para enfrentar métodos e inimigos inéditos.

O diretor-geral do MI5, o serviço de inteligência interno do Reino Unido, Ken McCallum, alertou que o "próximo 11 de setembro" pode já estar em preparação e possivelmente virá de fontes de ameaça às quais os órgãos de espionagem deram menos atenção no passado.

    A avaliação foi publicada em artigo assinado por ele no jornal The Independent, por ocasião dos 25 anos dos ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, nos Estados Unidos.

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    "Sabemos que o próximo choque estratégico não se parecerá, por definição, com o anterior. Obviamente, devemos ter sempre em mente a lição do ataque passado, mas evitando nos comportar como se tivéssemos de nos preparar para combater o inimigo de ontem, com os métodos de ontem, contra os alvos de ontem", escreveu McCallum.

    O chefe do MI5 não descartou que a Al-Qaeda e outras organizações jihadistas "continuem sendo uma fonte de ameaça, ainda que enfraquecida, e ambicionem realizar massacres em massa".

    No entanto, ele destacou o perigo grupos terroristas "apoiados por Estados estrangeiros hostis", mencionando o risco de "sabotagens ou ciberataques" devastadores contra infraestruturas estratégicas, como "instalações energéticas".

    McCallum citou como exemplo episódios recentes, entre eles um ataque à sinagoga de Manchester, que investigadores britânicos relacionaram a suspeitas de vínculos com mandantes ou inspiradores ligados ao Irã.

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    "Devemos às vítimas do 11 de setembro algo mais do que apenas lembrança. Devemos a elas preparação, resiliência e a coragem de nos adaptarmos antes que o próximo choque aconteça", salientou.

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