Protestos na França e na Albânia terminam em confronto com polícia

Na Itália, manifestantes montaram barracas nas proximidades do Coliseu

31 out 2026 - 13h58
(atualizado às 14h03)
Resumo
Mobilizações na Europa registraram tensão neste sábado. Em Paris, cerca de 70 mil pessoas protestaram contra o custo de vida e a crise educacional, resultando em vandalismo e confronto policial. Na Albânia, estudantes que exigiam a renúncia do premiê entraram em conflito com as forças de segurança, que usaram gás lacrimogêneo e jatos d'água. Paralelamente, em Roma, estudantes italianos mantiveram um acampamento pacífico contra a precariedade do trabalho e o custo de vida.

Em mais um fim de semana marcado por mobilizações na Europa, manifestantes na França e na Albânia entraram em confronto com as forças de segurança neste sábado (31), elevando o clima de tensão nas ruas.

Em Paris, manifestantes dispararam fogos de artifício contra a polícia
Em Paris, manifestantes dispararam fogos de artifício contra a polícia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em Paris, após um breve período de tranquilidade, participantes do ato passaram a disparar fogos de artifício contra a polícia, além de depredar pontos de ônibus e bancos. Os agentes de segurança avançaram e confrontaram diversos manifestantes vestidos de preto nas proximidades de Porte de Charenton.

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A mobilização, que reúne sindicatos, grupos estudantis e o movimento dos "Coletes Amarelos" contra a crise no setor educacional e a alta do custo de vida, teve início em Porte de Bagnolet.

Os organizadores aceitaram a determinação da prefeitura para transferir o trajeto do eixo central Bastille-Nation para a periferia da cidade, medida adotada para conter atos de vandalismo e tentativas de saque ao comércio local.

Segundo dados das autoridades parisienses, esta terceira onda de protestos reuniu cerca de 70 mil pessoas nas ruas, um recuo em relação aos 110 mil manifestantes registrados no fim de semana anterior.

Em Tirana, na Albânia, novos episódios de violência foram registrados. Grupos de estudantes concentraram-se em frente ao Ministério da Educação para exigir a renúncia do primeiro-ministro do país, Edi Rama.

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Durante confrontos que duraram cerca de 30 minutos, manifestantes incendiaram lixeiras e arremessaram pedras e coquetéis molotov contra o cerco policial. As forças de segurança reverteram a investida utilizando jatos d'água e gás lacrimogêneo.

Na Itália, o cenário foi mais ameno em comparação aos atos na França e na Albânia. Ativistas dos coletivos estudantis OSA e Cambiare Rotta montaram um acampamento na Via dei Fori Imperiali, a poucas centenas de metros do Coliseu, afirmando que a estrutura de barracas serve como "um ponto de encontro para revigorar a luta".

"Entre os aluguéis elevados e a precariedade do mercado de trabalho, sentimos na pele o peso do custo de vida. A classe política pode querer nos enviar para conflitos, mas os nossos problemas cotidianos são reais", declararam os manifestantes.

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