Principais diplomatas de China e EUA discutem "interações de alto nível" em conversa telefônica, diz Pequim

17 set 2026 - 11h51
Resumo
O chanceler chinês Wang Yi e o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio debateram, por telefone, futuras interações de alto nível sob princípios de respeito mútuo. O diálogo antecede uma esperada reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em 24 de setembro, ainda não confirmada explicitamente por Pequim. Ambos também trataram da crise no Oriente Médio, logo após Wang reunir-se com o chanceler do Irã e pedir moderação a Washington e Teerã, além da reabertura do Estreito de Ormuz.

O ministro das ‌Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse nesta quinta-feira ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma ligação telefônica, que os dois países "devem se preparar bem para ⁠a próxima etapa de interações de alto ‌nível, no espírito de igualdade, respeito e reciprocidade", informou o ministério de Wang.

A diplomacia ‌de alto nível serve ‌como âncora das relações entre China ⁠e EUA, disse Wang, acrescentando que as duas partes devem fortalecer a comunicação, promover a cooperação, administrar as divergências e respeitar os interesses fundamentais uma da outra.

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A ligação ocorreu ‌uma semana antes da visita prevista do presidente ‌chinês, Xi Jinping, ⁠aos ⁠EUA, com um encontro com o presidente Donald Trump ⁠marcado para 24 ‌de setembro, conforme ‌havia informado Trump.

O resumo oficial chinês da conversa não chegou a confirmar explicitamente um próximo encontro entre Xi e Trump, mas ⁠afirmou que Wang e Rubio "mantiveram discussões aprofundadas com foco nos intercâmbios de alto nível entre os dois países".

Os dois altos diplomatas também discutiram ‌a situação no Oriente Médio, informou o Ministério das Relações Exteriores da China, um dia ⁠depois de Wang receber o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Pequim para conversações.

Em sua reunião com Araqchi na quarta-feira, Wang encorajou Irã e EUA a manterem a racionalidade, exercerem moderação, retornarem ao acordo de paz provisório assinado em junho e "se engajarem em consultas substantivas", ao mesmo tempo em que pediu a reabertura do Estreito de Ormuz.

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