Presidente do Irã pede que forças de segurança não atirem em manifestantes

Protestos contra crise econômica chegam a 11º dia; há mortes confirmadas

7 jan 2026 - 15h46
(atualizado às 16h09)

Em meio aos protestos no Irã contra a crise econômica, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, pediu nesta quarta-feira (7) às forças de segurança que "não tomem nenhuma medida contra os manifestantes", que devem ser diferenciados dos "vândalos".

Polícia iraniana atacou manifestantes com gás lacrimogêneo
Polícia iraniana atacou manifestantes com gás lacrimogêneo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Pezeshkian ordenou que nenhuma medida de segurança seja tomada contra os manifestantes e aqueles que participam dos protestos", declarou o vice-presidente iraniano, Mohammad Jafar Ghaempanah, após uma reunião de gabinete.

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"Aqueles que portam armas de fogo, facas e facões e atacam delegacias de polícia e instalações militares são vândalos, e é preciso fazer uma distinção entre manifestantes e vândalos", acrescentou.

O Irã vive hoje seu 11º dia de uma onda de protestos que se alastrou por diversas cidades da nação persa provocadas pela alta dos preços e pela desvalorização da moeda.

Segundo informações divulgadas na terça (6) pela ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, as forças de segurança de Teerã mataram pelo menos 27 manifestantes, incluindo cinco menores.

Já veículos de comunicação iranianos, repercutindo comunicados oficiais, noticiaram 15 mortes, entre membros das forças de segurança, um policial e civis.

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Apesar de Pezeshkian não ser a figura política mais importante do país, cargo que cabe ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o fato de o presidente ter pedido moderação no enfrentamento aos manifestantes aponta uma preocupação do governo em perder o controle da crise. 

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