Emmanuel Macron anunciou exercícios militares da Coalizão dos Dispostos entre outubro e novembro para reforçar a prontidão operacional e a segurança da Ucrânia contra a Rússia. Enquanto isso, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, garantiu apoio humanitário com o envio de geradores elétricos, mas o país não participará dos exercícios militares, reiterando sua postura contrária ao envio de tropas para o conflito.
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (24) que os integrantes da chamada "Coalizão dos Dispostos" realizarão exercícios militares em larga escala nos meses de outubro e novembro.
"Tomamos uma decisão, e os exercícios em larga escala a serem realizados pela nossa coalizão em outubro e novembro demonstrarão sua prontidão operacional e sua capacidade de agir assim que as hostilidades cessarem. E isso é muito importante", disse o mandatário.
O líder europeu acrescentou que "é crucial continuar demonstrando nossa determinação e prontidão no que diz respeito às garantias de segurança".
O governo francês, por meio de uma publicação no X, afirmou que os membros do grupo "estão totalmente mobilizados para armar a defesa da Ucrânia, esgotar os recursos de guerra da Rússia e construir garantias de segurança sólidas".
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que está determinada a trabalhar em conjunto com parceiros internacionais para promover um processo de negociação que conduza a uma paz justa e duradoura.
A premiê ainda confirmou o "compromisso humanitário da Itália para o período de inverno, o qual prosseguirá com o envio de geradores adicionais destinados especificamente a apoiar a resiliência da população ucraniana e a garantir a estabilidade da rede elétrica".
Apesar da mensagem conciliadora enviada pela chefe de governo italiana, fontes do Palazzo Chigi indicaram que as forças do país não participarão das manobras da "Coalizão dos Dispostos" anunciadas por Macron.
A decisão da Itália está alinhada à postura adotada pelo país e reiterada diversas vezes nos últimos meses por Meloni, que tem afirmado ser contrária ao "envio de tropas" para a Ucrânia.