O premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que a população da ilha ártica deve começar a se preparar para uma possível invasão militar por parte dos Estados Unidos, ainda que se trate de um cenário "improvável" neste momento.
"Não é provável que haja um conflito militar, mas não se pode excluir", declarou o governante do território autônomo pertencente à Dinamarca.
Nielsen anunciou que a administração da Groenlândia formará um grupo de trabalho composto por representantes de todos os órgãos locais competentes para ajudar as pessoas a se preparar para possíveis interrupções na vida cotidiana.
O governo também trabalha para divulgar novas recomendações à população, incluindo a de manter um estoque de alimentos para cinco dias em casa.
Trump vem ameaçando anexar a Groenlândia devido a riscos à segurança no Ártico por conta de uma suposta presença crescente de China e Rússia na região. Como parte do Reino da Dinamarca, a ilha é território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e os EUA já contam com uma base militar em solo groenlandês.
Na última terça (20), Trump disse que "provavelmente" conseguirá "encontrar uma solução" com a Europa nos próximos dias, após ter anunciado tarifas contra oito países do continente que enviaram soldados para a ilha.
Enquanto isso, a França pediu para a Otan realizar exercícios militares na Groenlândia, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu um pacote de "investimentos massivos" no território autônomo, como parte dos esforços para demover Trump de um projeto que arriscaria implodir a aliança atlântica e o sistema de segurança ocidental criado após a Segunda Guerra Mundial. .