Premiê da Groenlândia diz que soberania da ilha é 'linha vermelha'

Nielsen criticou retórica de Trump e pediu diálogo baseado no respeito mútuo

22 jan 2026 - 14h22
(atualizado às 14h28)

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelar uma "estrutura" de acordo sobre a Groenlândia, o primeiro-ministro de Nuuk, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que a soberania e a integridade territorial da ilha ártica são uma "linha vermelha".

Nielsen criticou retórica de Trump e pediu diálogo baseado no respeito mútuo
Nielsen criticou retórica de Trump e pediu diálogo baseado no respeito mútuo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma coletiva de imprensa com a mídia internacional, realizada nesta quinta-feira (22), o chefe de governo voltou a destacar que apenas os groenlandeses e a Dinamarca podem firmar acordos relacionados ao território.

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"A soberania e a integridade territorial são uma linha vermelha. Ninguém, além da Groenlândia e da Dinamarca, está autorizado a firmar acordos referentes à ilha. Nós escolhemos a Dinamarca e a Europa", declarou Nielsen.

O político groenlandês também afirmou que deseja "continuar um diálogo pacífico" e "baseado no respeito mútuo" para resolver as questões envolvendo o território, que vem sendo alvo de interesse do presidente americano. O premiê ainda fez um desabafo sobre as recentes notícias veiculadas sobre a ilha.

"Imaginem como é ser groenlandês ao ouvir todos os dias na mídia que alguém quer tirar a sua liberdade. A retórica que temos escutado desde o ano passado é inaceitável, mas estamos trabalhando para construir um diálogo baseado no respeito mútuo, dentro dos limites que já definimos. Acredito que, assim, poderemos ter um bom relacionamento", avaliou.

Em relação ao aumento da presença militar no território, Nielsen declarou que a Groenlândia está pronta para receber uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na região e expressou gratidão pelas tropas destacadas para os exercícios da aliança.

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O ex-jogador de badminton, que ocupa o cargo de primeiro-ministro desde o ano passado, afirmou ainda desconhecer o conteúdo do acordo mencionado na quarta-feira (21) por Trump, após uma reunião considerada "muito produtiva" com Mark Rutte, secretário-geral da Otan. O republicano limitou-se a dizer que a solução, caso seja finalizada, "será extremamente benéfica" para Washington e para a aliança militar. .

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