Polícia italiana entra em confronto com manifestantes em Milão e Bolonha

17 out 2026 - 16h05
Resumo
Protestos contra o alto custo de vida na Itália terminaram em violentos confrontos com a polícia neste sábado em Milão e Bolonha. Atos com pedras, gás lacrimogêneo e canhões de água resultaram em feridos, prisões, lojas fechadas e pânico entre turistas perto da catedral de Milão. A premiê Giorgia Meloni condenou a violência, afirmando que manifestar é um direito, mas não transformar cidades em campos de batalha. A tensão reflete a onda de revolta popular similar que também atinge a França.

A polícia ‌italiana lançou gás lacrimogêneo neste sábado após ser atacada por manifestantes que atiravam pedras na praça em frente à catedral gótica de Milão, segundo reportagens da mídia ⁠local, ao mesmo tempo em que confrontos ‌ocorreram na cidade de Bolonha em meio a protestos sobre o custo ‌de vida da população.

A polícia ‌de Bolonha utilizou um canhão ⁠de água para tentar dispersar a multidão e efetuou sete prisões depois que o protesto se tornou violento, informou a agência de notícias Ansa.

Publicidade

A primeira-ministra italiana, Giorgia ‌Meloni, que enfrentará eleições no ano que ‌vem, condenou a ⁠violência.

"Manifestar-se ⁠é um direito. Transformar nossas cidades em campos de ⁠batalha, não", ‌disse ela no ‌X.

Em Milão, policiais em equipamento anti-motim também tentaram retirar manifestantes encapuzados da Galleria Vittorio Emanuele II, o luxuoso shopping ⁠center localizado ao lado da praça da catedral, à medida que grupos se separavam do protesto contra o custo de vida.

Lojas fecharam ‌suas persianas e os turistas fugiram da área central. A estação central de ⁠metrô Duomo (Catedral) foi fechada durante os confrontos, nos quais várias pessoas ficaram feridas e ocorreram prisões, segundo reportagens da mídia italiana.

Publicidade

Os confrontos ecoaram a violência na vizinha França, onde dezenas de milhares de pessoas, indignadas com o aumento dos custos e o declínio dos serviços públicos, saíram às ruas neste sábado, nos protestos mais violentos do país nos últimos anos.

(Texto de Keith Weir)

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações