A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou os atos de violência e vandalismo ocorridos durante manifestações em cidades como Milão, Turim e Bolonha, cobrando uma posição clara da oposição contra os distúrbios. Apesar de elogiar mobilizações pacíficas, como a da CGIL, a premiê enfatizou que o direito a protestar não justifica confrontos com as forças de segurança nem a destruição urbana, afirmando que o silêncio diante dessas cenas de desordem é inaceitável.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou os episódios de violência registrados durante manifestações no país neste sábado (17) e cobrou da oposição uma posição clara contra os atos de vandalismo.
"Manifestar-se é um direito. Incendiar nossas cidades, não", declarou Meloni nas redes sociais, ao compartilhar um vídeo dos distúrbios na Piazza Duomo, em Milão.
A premiê defendeu que todas as mobilizações ocorram pacificamente e afirmou que a rejeição à violência deve ser unânime.
"Diante de cenas como estas, a rejeição deve ser unânime. Qualquer reticência torna-se uma justificativa. O silêncio é inaceitável", escreveu.
Meloni também criticou os responsáveis pelos distúrbios, acusando-os de se aproveitar das manifestações para provocar o caos, atacar as forças de segurança e comprometer a segurança nas cidades italianas.
A primeira-ministra, no entanto, destacou o caráter pacífico da mobilização organizada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), que reuniu milhares de pessoas e contou com a participação de lideranças da esquerda.
"Tenho grande respeito pelas milhares de pessoas que se manifestaram pacificamente hoje, incluindo aquelas que participaram da mobilização organizada pela CGIL ? um evento que contou também com a presença de lideranças de esquerda", afirmou.
"Independentemente das ideias defendidas, a participação é a base de qualquer democracia saudável. Ao mesmo tempo, porém, não podemos ignorar o que ocorreu em outras praças italianas", acrescentou.
Sobre os episódios de violência, Meloni relatou que, em Milão, pedras foram lançadas contra as forças de segurança, policiais ficaram feridos e atos de vandalismo obrigaram à interrupção da marcha.
Em Turim, segundo a premiê, indivíduos foram detidos com pedras e martelos que poderiam ser usados para quebrar vidros. Já em Bolonha, os distúrbios levaram ao fechamento preventivo da estação ferroviária.