Esquerda espanhola não consegue se unir antes das eleições, prejudicando chances de seguir no poder

17 out 2026 - 16h01
Resumo
A esquerda espanhola concorrerá dividida nas eleições antecipadas após o fracasso nas negociações entre a Frente Ampla e o Podemos, que se aliou à Esquerda Republicana da Catalunha. O impasse sobre a liderança das listas conjuntas prejudica as chances de o primeiro-ministro Pedro Sánchez manter sua coalizão no poder, já que o sistema eleitoral do país desfavorece siglas fragmentadas, além de arriscar a desmobilização do eleitorado progressista diante do avanço da extrema direita.

Os ‌partidos de esquerda da Espanha apresentaram neste sábado listas de candidatos separadas para uma eleição antecipada, após o fracasso das negociações para um pacto nacional, o que reduziu as chances do ⁠primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez de permanecer no ‌poder à frente de uma coalizão de esquerda.

O sistema eleitoral espanhol desfavorece os partidos menores ‌que concorrem separadamente, especialmente ‌nas províncias menos populosas, onde há menos ⁠cadeiras disponíveis.

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Essa divisão também pode desmoralizar os eleitores de esquerda, que os organizadores esperavam mobilizar em torno dos protestos por moradia e do temor à extrema direita.

A Frente Ampla, uma ‌plataforma composta por vários partidos representados no governo ‌minoritário, e o ⁠outro principal ⁠partido da esquerda radical, o Podemos, vinham discutindo publicamente ⁠sobre os cargos ‌de liderança nas ‌listas conjuntas de candidatos para a eleição de 29 de novembro em Madri e Barcelona, os maiores distritos eleitorais.

As animosidades de longa ⁠data entre ex-camaradas que se tornaram rivais não ajudaram.

"Esses últimos dias foram muito difíceis... algumas pessoas ficarão decepcionadas hoje, e por isso peço desculpas", disse ‌Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e líder da Frente Ampla, no evento de lançamento de ⁠sua plataforma em Madri.

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O Podemos, cuja principal candidata é a ex-ministra da Igualdade Irene Montero, havia proposto primárias abertas para determinar as posições dos candidatos nas listas conjuntas.

Mas a Frente Ampla recusou, argumentando que havia pouco tempo, e quis que seus próprios candidatos preferidos liderassem as listas em Madri e Barcelona.

O Podemos firmou então um acordo separado com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que defende a independência da Catalunha.

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