O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou que cortará a ajuda alimentar a 500 mil pessoas por mês na Faixa de Gaza devido à escassez de recursos. A agência da ONU também reduziu as rações pela metade para estender os mantimentos, alertando que dois terços da população local enfrentam grave insegurança alimentar. A crise humanitária é agravada pelos bombardeios diários, deslocamentos forçados e pelo contínuo bloqueio de Israel à entrada de remessas comerciais no território devastado.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta segunda-feira (19) que, devido à falta de recursos, precisará reduzir suas operações humanitárias na Faixa de Gaza, diminuindo em 500 mil o número de pessoas atendidas por mês.
A organização também instou a comunidade internacional a não "desviar o olhar" do território devastado pela guerra.
Devido à "insuficiência de verbas, meio milhão de pessoas perderão o acesso à ajuda alimentar", declarou a agência da ONU, antes de destacar: "Essas são as escolhas que precisamos fazer para garantir que nossos recursos durem o máximo possível".
Segundo o PMA, dois terços da população de Gaza ainda sofrem de uma grave insegurança alimentar. Além disso, as rações alimentares foram reduzidas à metade, levando o programa das Nações Unidas a reduzir a ajuda em um terço.
"As pessoas não estão seguras. Ataques aéreos ocorrem diariamente. A população segue sendo deslocada", afirmou Shaun Hughes, diretor do PMA no enclave à AFP, pontuando que "as condições humanitárias [no território palestino] são brutais".
Os cortes da agência alimentar ocorrem enquanto permanece o bloqueio israelense de remessas comerciais para Gaza.