Piloto americano é resgatado no Irã e está 'são e salvo', confirma Trump

Neste domingo (5), 37º dia da guerra no Oriente Médio, o piloto americano que estava desaparecido no Irã desde sexta-feira (3) foi resgatado pelos Estados Unidos. Donald Trump confirmou o resgate em uma das operações mais "ousadas" já conduzidas pelo país. No Kuwait, duas usinas elétricas e de dessalinização foram atacadas, e os Emirados Árabes Unidos foram alvos de drones e mísseis iranianos.

5 abr 2026 - 04h51
(atualizado às 05h06)

O segundo piloto americano, procurado desde sexta-feira após a queda de seu avião no Irã, foi resgatado durante uma operação militar e está "são e salvo", anunciou o presidente Donald Trump em uma mensagem na sua rede social.

Foto de arquivo de um F‑15E da Força Aérea dos EUA, o mesmo modelo que teria sido derrubado no Irã.
Foto de arquivo de um F‑15E da Força Aérea dos EUA, o mesmo modelo que teria sido derrubado no Irã.
Foto: © - / US Airforce/AFP / RFI

O avião, um caçaF‑15E foi abatido e caiu no sudoeste do Irã. Os dois ocupantes conseguiram se ejetar do avião. O primeiro piloto foi resgatado logo depois da queda por forças especiais americanas. O Exército iraniano havia prometido uma recompensa pela captura do segundo militar, que estava desaparecido.

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O presidente americano declarou que o aviador resgatado neste domingo está ferido, mas "vai se recuperar muito bem". Ele destacou que a operação de resgate mobilizou "dezenas de aeronaves" e foi uma das mais ousadas da história dos Estados Unidos.

Por sua vez, a agência de notícias iraniana Tasnim, citando a Guarda Revoluciária, afirmou que uma aeronave americana envolvida nas operações de busca havia sido "destruída", sem mais detalhes. Washington ainda não confirmou essa informação..

Na sexta-feira, segundo avião de combate americano, um A‑10 Warthog, também foi abatido pelo Irã sobre o Kuwait. Seu piloto foi resgatado pelos americanos.

Desde o início da guerra, nenhum soldado americano foi morto ou capturado em solo iraniano, mas 13 morreram no Kuwait, na Arábia Saudita e no Iraque.

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Ataques no Golfo

No 37º dia da guerra iniciada em 28 de fevereiro, o Irã voltou a atacar os países do Golfo e Israel, na véspera da expiração de um ultimato de 48 horas dado por Donald Trump a Teerã para concluir um acordo ou reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

O Kuwait anunciou no domingo que ataques iranianos contra duas usinas elétricas e de dessalinização de água, assim como contra o complexo ministerial da capital, causaram grandes danos, sem deixar vítimas.

Mais cedo, o Exército iraniano, em mensagem citada pela agência Fars, havia ameaçado atacar as infraestruturas de água e energia de Israel e dos países do Golfo após bombardeios israelo-americanos contra um complexo petroquímico na zona econômica especial de Mahshahr, no sudoeste do Irã.

Segundo um alto responsável iraniano, esses ataques contra três fábricas na região deixaram cinco mortos e 170 feridos no sábado.

Assim como outros países do Golfo, o Kuwait, que abriga instalações militares americanas, acabou envolvido na guerra no Oriente Médio. O país sofre ataques quase diários de drones e mísseis iranianos visando seu aeroporto internacional ou acampamentos militares, entre outros alvos.

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O alerta também foi acionado na manhã de domingo em Israel, onde o Exército afirmou enfrentar um novo bombardeio de mísseis iranianos. Ataques também foram relatados pelas autoridades no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.

Em comunicado divulgado pela agência oficial Irna, o Exército iraniano afirma visar alvos militares no Kuwait, assim como a indústria de alumínio nos Emirados, que acusa de produzir peças para aviões, mísseis e blindados usados pelos Estados Unidos.

Ultimato

O presidente americano e Israel voltaram a ameaçar o Irã no sábado, dizendo que atacariam suas instalações energéticas caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz antes da expiração do ultimato anunciado por Donald Trump. O presidente americano lembrou que o prazo de dez dias, lançado em 26 de março, continuava válido e termina na segunda-feira, 6 de abril, às 20h (horário da costa leste dos EUA).

"Lembrem-se de quando dei dez dias ao Irã para fechar um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O prazo está quase acabando. Restam 48 horas antes que o inferno se desencadeie sobre eles", disse Trump no sábado em sua rede Truth Social.

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Um alto responsável da Defesa israelense declarou que Israel estava se preparando para ataques contra as instalações energéticas iranianas, mas aguardava o sinal verde dos Estados Unidos, acrescentando que tais ataques provavelmente ocorreriam ao longo da próxima semana.

O Irã advertiu os Estados Unidos e Israel de que "a região se tornará um inferno para eles" caso as agressões se intensifiquem, segundo a imprensa iraniana.

Com agências

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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