Paquistão recebe potências regionais para conversas sobre Irã com foco no Estreito de Ormuz

29 mar 2026 - 10h53
(atualizado às 12h07)

O Paquistão ‌recebeu neste domingo representantes da Turquia, Egito e Arábia Saudita como parte de seus esforços para intermediar o fim do conflito envolvendo o Irã. As discussões iniciais se concentraram em propostas para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

Os ministros das Relações Exteriores das três potências regionais desembarcaram em Islamabad para as negociações, em ⁠meio a um alerta do Irã aos Estados Unidos contra o lançamento de um ataque ‌terrestre e contínuos confrontos entre Irã, EUA e Israel.

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Os países reunidos no Paquistão apresentaram propostas a Washington relacionadas ao tráfego marítimo e à reabertura do Estreito de Ormuz, disseram ‌à Reuters cinco fontes familiarizadas com o assunto, como ‌parte de esforços mais amplos para estabilizar os fluxos de navegação.

O Estreito de Ormuz ⁠era anteriormente uma via de passagem para cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, mas o Irã efetivamente interrompeu o fluxo de navios por ali em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, que começaram há um mês.

PROPOSTAS PARA REABERTURA DE ORMUZ

O Paquistão, que assim como a Turquia faz fronteira com o ‌Irã, tem aproveitado seus laços estreitos tanto com Teerã quanto com Washington para se tornar ‌um canal diplomático fundamental no conflito, ⁠enquanto Ancara e ⁠Cairo também têm atuado.

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Uma fonte do Paquistão afirmou que propostas, inclusive do Egito, foram encaminhadas à Casa ⁠Branca pelos países antes da reunião deste domingo ‌e elas incluíam estruturas de taxas ‌semelhantes às do Canal de Suez.

Outras duas fontes paquistanesas disseram que a Turquia, o Egito e a Arábia Saudita poderiam formar um consórcio para gerir o fluxo de petróleo através do estreito e pediram ao Paquistão que participasse. A primeira fonte paquistanesa ⁠afirmou que Islamabad não foi formalmente convidada a participar e mantém a sua posição de que não o fará.

As fontes disseram que a proposta de um consórcio de gestão foi discutida com os EUA e o Irã. A primeira fonte paquistanesa afirmou que o chefe do exército do país, Asim Munir, estava ‌em contato regular com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Os ministérios das Relações Exteriores do Egito e do Paquistão não responderam ao pedido de comentários. O gabinete de imprensa do ⁠governo saudita e a Casa Branca também não responderam imediatamente ao pedido de comentários.

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Uma fonte diplomática turca afirmou que a prioridade de Ancara era garantir um cessar-fogo.

"Garantir a passagem segura dos navios poderia servir como uma importante medida para gerar confiança nesse sentido", disse a fonte, que pediu anonimato.

Mais cedo neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, realizou reuniões bilaterais separadas com seus homólogos turco e egípcio, enfatizando o diálogo e o engajamento diplomático contínuo, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Em outra declaração, Dar afirmou em um post no X que o Irã concordou em permitir a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz.

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