Brasil critica Israel por impedir acesso de cardeal ao Santo Sepulcro

Itamaraty lembrou que país não tem soberania em Jerusalém Oriental

29 mar 2026 - 12h34
(atualizado às 13h33)
Governo do Brasil condenou a ação da polícia de Israel de impedir o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém
Governo do Brasil condenou a ação da polícia de Israel de impedir o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém
Foto: Faiz Abu Rmeleh/Getty Images

O governo do Brasil condenou a ação da polícia de Israel de impedir o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e do monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, à Igreja do Santo Sepulcro, um dos lugares mais sagrados do cristianismo.

Os dois expoentes da Igreja Católica celebrariam a missa do Domingo de Ramos, mas foram proibidos de entrar no templo por "razões de segurança" em função da guerra no Irã.

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"Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas, também em Jerusalém Oriental", diz um comunicado divulgado neste domingo, 29, pelo Ministério das Relações Exteriores.

"Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", conclui a nota do Itamaraty.

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