Pelo menos 67 militantes foram mortos neste sábado em confrontos com as forças de segurança do Paquistão em várias cidades da província de Baluchistão, no sudoeste do país, disseram quatro autoridades de segurança à Reuters.
Cerca de dez policiais e membros das forças de segurança, além de 11 civis, também foram mortos durante os ataques orquestrados por militantes, disseram as autoridades, que falaram sob condição de anonimato. Vinte e quatro policiais ficaram feridos.
O departamento de comunicação das Forças Armadas não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, em comunicado, condenou os ataques e elogiou as forças de segurança por repeli-los, afirmando que dezenas de militantes foram mortos.
Os ataques ocorreram um dia depois de os militares do Paquistão terem anunciado a morte de 41 militantes em operações distintas no Baluchistão -- região que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão e enfrenta há décadas uma insurgência separatista.
O grupo separatista Exército de Libertação do Baluchistão (BLA, na sigla em inglês) reivindicou a autoria dos ataques deste sábado, afirmando tê-los lançado simultaneamente em toda a província. O BLA disse ter matado 84 membros das forças de segurança paquistanesas.
Autoridades de segurança disseram que homens armados lançaram ataques em diversas áreas urbanas, incluindo a capital provincial Quetta e a cidade portuária de Gwadar, o que levou a operações do exército, da polícia e de unidades antiterroristas.
Autoridades disseram que hospitais foram colocados em estado de emergência em alguns distritos.
PERSEGUIÇÕES EM GWADAR
Em Gwadar, militantes atacaram um acampamento que abrigava trabalhadores migrantes, matando 11 pessoas, disse Atta-ur-Rehman, um oficial superior da polícia, revisando um número anterior de cinco mortos. Entre os mortos estavam cinco homens, três mulheres e três crianças.
As forças de segurança mataram seis militantes em Gwadar após responderem ao ataque, disse ele.
Autoridades afirmaram que a situação era crítica em Noshki, um distrito do Baluchistão, após militantes sequestrarem o principal administrador civil da região. Ele disse em um vídeo publicado nas redes sociais que estava sob custódia dos militantes. A Reuters não conseguiu verificar o vídeo de forma independente.
Homens armados bloquearam brevemente estradas em algumas partes de Quetta e uma explosão foi ouvida perto de uma área de alta segurança, disseram as autoridades, embora mais tarde tenham afirmado que a situação já estava sob controle.
Em mensagens de texto, autoridades de segurança disseram que as forças responderam de forma eficaz aos ataques.
O Baluchistão é a maior e mais pobre província do Paquistão. Ele enfrenta uma insurgência de décadas por parte de grupos militantes da etnia balúchi. O Paquistão afirma que a violência é apoiada por atores estrangeiros, acusação negada pela Índia.