O papa Leão viajará para a França de 25 a 28 de setembro, anunciou o Vaticano no sábado, e visitará a sede da Unesco em Paris, que está enfrentando déficits orçamentários depois que os Estados Unidos se retiraram da agência no ano passado.
O primeiro papa dos EUA, que completou um ano liderando a Igreja de 1,4 bilhão de membros em 8 de maio, tem aumentado sua agenda e falado com mais força, atraindo a ira do presidente dos EUA, Donald Trump, depois de criticar a guerra do Irã.
A decisão de Trump de retirar os EUA da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) após seu retorno à Casa Branca resultou em uma perda de 8% de seu orçamento total, disse a agência.
Os bispos franceses haviam dito no início do mês que o papa provavelmente viajaria para o país em setembro, inclusive para Paris e Lourdes, local de um famoso santuário católico. Entretanto, eles não indicaram que a Unesco faria parte do itinerário.
Durante a viagem, o papa também deve celebrar uma missa na famosa Catedral de Notre-Dame em Paris, que foi reaberta em 2024, cinco anos depois que um incêndio devastador quase levou o prédio ao colapso. A Unesco designou a catedral como um prestigiado patrimônio mundial em 1991.
A viagem à França será a quarta de Leão fora da Itália este ano, após uma turnê de quatro nações na África, uma visita a Mônaco e uma próxima viagem à Espanha em junho, onde se espera que o papa incentive um melhor tratamento dos migrantes que entram na Europa.
O Vaticano disse que um programa mais detalhado para a visita à França seria anunciado mais tarde.
Espera-se que Leão se reúna com o presidente francês Emmanuel Macron durante a viagem e também pode se dirigir ao Parlamento francês.
Leão, o ex-cardeal Robert Prevost, conta com imigrantes franceses nos EUA entre seus ancestrais.