Papa reforça que aborto e eutanásia são 'inaceitáveis' durante encontro na França

Leão XIV questionou 'moralidade' da lei ao se reunir com doentes em Lourdes

27 set 2026 - 11h50
(atualizado às 12h27)
Resumo
Em visita a Lourdes, na França, o papa Leão XIV reafirmou a oposição da Igreja Católica ao aborto, à eutanásia e ao suicídio assistido. Em encontro com pacientes e profissionais de saúde, o pontífice classificou essas práticas como inaceitáveis e enfatizou que o que é legal nem sempre é moral. Defendendo a dignidade inalienável da vida, o líder pediu a ampliação dos cuidados paliativos e reforçou que a medicina deve sempre acolher os que sofrem, em vez de atuar a serviço da morte programada.

O papa Leão XIV reforçou neste domingo (27) o posicionamento da Igreja Católica sobre a interrupção voluntária da vida, como em casos de aborto, eutanásia ou suicídio assistido: "Em nome da dignidade inalienável da pessoa humana que a tentação de tirar uma vida, sob o pretexto de uma falsa compaixão, deve ser totalmente rejeitada".

Leão XIV se reuniu com doentes e profissionais de saúde em Lourdes
Leão XIV se reuniu com doentes e profissionais de saúde em Lourdes
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"É impossível considerar normal tirar uma vida. O que é legal não é necessariamente moral", acrescentou o pontífice durante encontro com profissionais de saúde e doentes do hospital Accueil Notre-Dame, em Lourdes, na França.

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"Ninguém tem o direito, jamais, de decidir o destino de um embrião específico ou de uma pessoa idosa específica com base em algoritmos de laboratório. A medicina jamais pode se tornar serva da morte programada", frisou o Papa.

Referindo-se a Lourdes como "a cidade dos doentes e da esperança", Leão XIV exortou os profissionais de saúde a "cuidar de uma pessoa que sofre, e não eliminá-la".

Convido-os "a desenvolver incansavelmente as estruturas de cuidados paliativos e de investigação; a acompanhar com ternura os doentes, como acontece aqui em Lourdes, onde [os profissionais de saúde] continuam a exercer sua vocação a serviço da dignidade da pessoa humana, para que o mundo tenha vida", disse Robert Prevost.

Dirigindo-se aos doentes, o líder católico afirmou saber de seu sofrimento "devido a certas patologias e, muitas vezes, diante de dores terríveis" e que, por isso, "o horizonte pode parecer incerto, sem saída".

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"Mas nenhuma lei humana deve fazer vocês perderem a certeza de sua dignidade. A pessoa humana é digna pelo simples fato de existir e de ter a eternidade como seu objetivo último", observou o Papa, antes de concluir: "A dignidade de vocês não se mede e não está sujeita a debate". 

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