Ao receber executivos da Mercedes-Benz na mostra "Um Século de Papamóvel", o papa Leão XIV pediu que a inovação tecnológica sirva à dignidade humana e ao bem comum. Em cartaz nos Museus do Vaticano com oito veículos históricos, a exposição celebra quase 100 anos da parceria iniciada em 1930 entre a montadora e a Santa Sé. O pontífice ressaltou que o automóvel evoluiu de simples transporte para um instrumento essencial de aproximação com os fiéis na missão da Igreja.
O papa Leão XIV exortou a Mercedes-Benz, fabricante do papamóvel, a "continuar a colocar a inovação tecnológica a serviço da dignidade humana, do cuidado com a criação e do bem comum".
A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), quando o pontífice recebeu executivos da montadora por ocasião da mostra "Um Século de Papamóvel", que "celebra quase 100 anos de colaboração entre a empresa de vocês e a Santa Sé".
"A exposição oferece uma oportunidade de refletir sobre os notáveis avanços na tecnologia automotiva, bem como sobre o significado mais profundo das viagens empreendidas pelos sucessores de Pedro", destacou Robert Prevost.
O líder católico também lembrou que, ao longo das décadas, o papamóvel evoluiu "de um simples meio de transporte para um instrumento de encontro", permitindo ao papa aproximar-se dos fiéis durante visitas pastorais e celebrações públicas.
"Dessa forma, o trabalho de vocês tem ajudado a promover a missão da Igreja de ir ao encontro das pessoas e levar ao mundo uma mensagem de fé, esperança e caridade", pontuou o americano.
A exposição "Um século de papamóvel" entra em cartaz na quinta-feira (29) nos Museus do Vaticano, e traz oito automóveis históricos, que abrangem desde o primeiro veículo utilizado oficialmente por um pontífice até o moderno Classe S.
O evento celebra a relação entre a fabricante de automóveis Mercedes e a Santa Sé, iniciada em 1930 com a entrega de um Mercedes-Benz Nürburg 460 ao papa Pio XI. Essa ligação abrange quase um século, desde o período de Ambrogio Ratti até Robert Prevost, o papa Leão XIV.