Papa Leão diz que cristãos que iniciam guerras deveriam se confessar

13 mar 2026 - 12h07

O papa Leão 14 sugeriu na sexta-feira que os líderes políticos cristãos que iniciam guerras deveriam se confessar e avaliar se estão seguindo os ensinamentos de Jesus, sem citar nenhum líder ou conflito ⁠específico.

"Será que os cristãos que têm grande responsabilidade ‌em conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazer um sério exame de ‌consciência e de se confessar?", ‌perguntou o papa em um discurso aos ⁠sacerdotes.

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Embora Leão não tenha nomeado ninguém na sexta-feira, nos últimos dias ele tem aumentado os apelos para o fim da guerra em curso contra o Irã, que começou com ataques aéreos conjuntos ‌dos EUA e de Israel em 28 de ‌fevereiro.

O presidente dos ⁠EUA, Donald ⁠Trump, foi criado na fé cristã presbiteriana. Vários de seus ⁠principais auxiliares, incluindo ‌o vice-presidente JD Vance ‌e o secretário de Estado Marco Rubio, são católicos.

Jesus ensinou seus seguidores a não serem violentos. A Igreja Católica em geral se ⁠opõe à guerra.

Durante séculos, a Igreja avaliou conflitos de acordo com a tradição da guerra justa, que usa uma série de critérios para avaliar se um conflito ‌pode ser considerado moralmente justificável, por exemplo, repelir uma invasão injusta.

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O cardeal Robert McElroy, de Washington, ⁠D.C., disse nesta semana que os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã "não eram moralmente legítimos" porque não atendiam aos critérios de guerra justa da Igreja.

Leão estava falando na sexta-feira em uma conferência do Vaticano sobre a prática da confissão, na qual os católicos admitem seus pecados a um padre e pedem o perdão de Deus.

O papa disse que o ritual ajuda os católicos individualmente e promove a paz e a unidade na sociedade.

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