Em audiência geral, o papa Leão XIV alertou que reduzir o corpo humano a um objeto nega a dignidade da pessoa, afirmando que a vida corporal deve ser honrada como criação divina. Com base no Concílio Vaticano II, o Pontífice defendeu a superação de manipulações e destacou que a dignidade humana se apoia em três dimensões interligadas: a inteligência na busca da verdade, a consciência que confere sentido à existência e a liberdade que responsabiliza as escolhas individuais perante o próximo.
O papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (9) que reduzir o corpo humano a um "objeto a ser usado à vontade" representa uma negação da dignidade da pessoa.
Durante a audiência geral, o Pontífice deu continuidade à série de catequeses dedicadas aos documentos do Concílio Vaticano II e destacou a importância da inteligência, da consciência e da liberdade como expressões fundamentais da dignidade humana.
Ao retomar os ensinamentos da "Constituição Gaudium et Spes", Leão XIV ressaltou que "não é lícito desprezar a vida corporal do homem". Pelo contrário, segundo ele, o corpo deve ser considerado "algo bom e digno de honra", por ter sido criado por Deus e estar destinado à ressurreição.
"Reduzir o corpo a um 'objeto' a ser usado à vontade é sempre uma negação da dignidade da pessoa", afirmou ele, acrescentando que é preciso garantir "que ele não se torne escravo das inclinações perversas do coração".
O Pontífice também destacou que a dignidade pessoal envolve tanto a responsabilidade individual quanto o compromisso com o próximo. Para ele, é necessário superar distorções e manipulações que acabam desfigurando a percepção da dignidade humana e dificultando sua plena realização.
"Criados à imagem de Deus, por meio de Cristo e para Ele, recebemos uma dignidade única e indelével. Comprometamo-nos a promovê-la e defendê-la sempre", disse.
Na sequência, Robert Prevost apresentou três dimensões da dignidade humana: a inteligência, que leva o ser humano à busca da verdade; a consciência, responsável por conferir unidade e sentido à existência; e a liberdade, que permite à pessoa assumir responsabilidade por suas próprias escolhas.
Para o Pontífice, essas dimensões estão profundamente relacionadas, e é por meio da consciência que a verdade é reconhecida, enquanto a liberdade permite que ela seja vivida como fundamento das escolhas pessoais.