A Aiea decidiu encaminhar o caso nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da ONU devido ao descumprimento de obrigações pelo país. Apoiada por 23 votos e rejeitada por Rússia, China e Níger, a medida busca elevar a pressão diplomática. Teerã criticou a ação como ferramenta política e condicionou sua cooperação futura. A agência internacional segue sem acesso a usinas vitais desde ataques de Israel apoiados pelos EUA em junho de 2025.
A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) votou nesta quarta-feira (9) pelo encaminhamento do caso envolvendo o Irã ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) devido ao "descumprimento" de suas obrigações nucleares.
A medida, aprovada pelo Conselho de Governadores da agência, é uma iniciativa diplomática destinada a aumentar a pressão sobre Teerã.
A resolução recebeu o apoio de representantes de 23 países, enquanto três membros votaram contra e oito se abstiveram. Rússia, China e Níger se posicionaram contra a medida.
O documento determina que Rafael Grossi, diretor-geral da Aiea, encaminhe a resolução aprovada nesta quarta, juntamente com outras duas adotadas anteriormente e com o relatório mais recente da entidade sobre o Irã.
O representante permanente do Irã junto às Nações Unidas em Viena, Reza Najafi, classificou a decisão da agência como uma "ferramenta política".
"O Irã cooperará apenas na medida em que as circunstâncias e a segurança permitirem", declarou.
A Aiea não tem acesso a instalações nucleares de grande importância no Irã desde que Israel, com o apoio dos Estados Unidos, realizou ataques contra regiões próximas a usinas nucleares em junho de 2025. .