Síria: 73 mil mortos em 2013, o ano mais sangrento do conflito

1 jan 2014 - 17h35

O ano de 2013 foi o mais sangrento desde o início do conflito em março de 2011 na Síria, com um balanço de mais de 73 mil mortos - informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Na terça-feira, a ONG anunciou um balanço global de mais de 130 mil mortos desde o início da guerra que opõe o regime de Bashar al-Assad e rebeldes. Entre as vítimas fatais estão 7 mil crianças.

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A OSDH, cuja sede fica no Reino Unido e se baseia numa grande rede de fontes civis, médicas e militares, acusou "a comunidade internacional de ser cúmplice do derramamento de sangue na Síria" em rezão de uma "séria falta de ação" para deter o conflito.

"2013 foi o ano mais sangrento desde o início da revolução" em 15 de março de 2011, com "73.455 mortos" dos quais mais de 22 mil civis, afirmou à AFP Rami Abdel Rahmane, diretor da OSDH.

"A comunidade internacional não se mobilizou de forma séria para deter o massacre que continua acontecendo na Síria, e se contentou com condenações", lamentou a ONG.

"Ela se concentrou, nos últimos meses, na questão do desarmamento químico após o massacre com gases tóxicos de 21 de agosto nas proximidades de Damasco (...) e ignorou dezenas de massacres nos quais milhares de sírios morreram, entre eles crianças e mulheres", acrescentou.

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Um acordo russo-americano prevendo a destruição deste arsenal evitou ataques militares americanos à Síria, em represália ao ataque químico assassino que Washington atribui às tropas de Bashar al-Assad. O presidente acusa a oposição de ter forjado o massacre.

A guerra continua a causar estragos na Síria a exatos 22 dias da conferência de paz para tentar solucionar o conflito, em Genebra.

Nesta quarta-feira, o regime fez um ataque aéreo nos setores rebeldes de Aleppo, matando pelo menos cinco pessoas nesta metrópole setentrional, atingida por "barris de explosivos" lançados de aviões desde o último 15 de dezembro, segundo a OSDH.

Na terça-feira, um míssil lançado pelo exército em um ônibus de Aleppo matou pelo menos 17 pessoas, de acordo com a ONG.

Pacífica no início, a revolta se transformou numa guerra civil após ter sido brutalmente reprimida. Desertores e civis que pegaram em armas formaram uma coalizão rebelde antes de serem rapidamente cooptados por grupos jihadistas.

 
GUERRA CIVIL EM FOTOS CONTEÚDO EXCLUSIVO

Terra compilou alguns dos principais materiais fotográficos disponibilizados ao longo destes mais de dois anos de guerra na Síria. Cada imagem leva a uma galeria que conta um episódio específico ou remete a uma situação importante do conflito.

Acompanhe a cobertura exclusiva do Terraatravés dos jornalistas Tariq Saleh e Mauricio Morales. Sediado no Líbano, Saleh conversou com sírios, visitou refugiados e ouviu analistas. Enviado especial, Morales passou dias com rebeldes.

 

 

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