OMS pede à Rússia esclarecimentos sobre suspeita de 2º caso de pneumonia misteriosa

Organização disse ser fundamental que informações sejam compartilhadas

7 out 2026 - 14h07
(atualizado às 14h12)
Resumo
A OMS solicitou à Rússia esclarecimentos sobre relatos de um segundo caso de pneumonia de origem desconhecida, cobrando transparência para avaliar riscos à saúde pública. O caso ocorre após a morte de um funcionário de um laboratório antipeste na Sibéria, com suspeita inicial de peste pneumônica. Moscou negou a presença de patógenos de alto risco e classificou grande parte das notícias como falsas, enquanto a União Europeia debateu o incidente e também pediu informações confiáveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (7) ter solicitado à Rússia investigações sobre relatos de um segundo caso de pneumonia no país de origem desconhecida.

Organização disse ser fundamental que informações sejam compartilhadas
Organização disse ser fundamental que informações sejam compartilhadas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em mensagem publicada nas redes sociais, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que "o compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações é fundamental para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos potenciais riscos à saúde pública".

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"A OMS solicitou mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave, o patógeno que motivou as medidas de saúde pública e as notícias veiculadas pela imprensa sobre um segundo funcionário com pneumonia de origem desconhecida", declarou Ghebreyesus.

Desde os primeiros relatos, a OMS acompanha as investigações sobre a morte de um funcionário do laboratório de um instituto antipeste em Irkutsk, na Sibéria. O paciente faleceu em 2 de outubro de 2026, após dar entrada no hospital com quadro de pneumonia grave.

As notícias iniciais sugeriam a suspeita de peste pneumônica decorrente de uma suposta exposição acidental no laboratório. As autoridades russas, por sua vez, afirmaram que nenhum caso recente de peste foi registrado na região e notificaram a OMS sobre o início de uma investigação epidemiológica.

Moscou reforçou ainda que nenhum patógeno de alto risco foi detectado nos exames dos contatos do paciente e que o monitoramento médico de todos os indivíduos mapeados já foi concluído.

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"A imprensa está divulgando muitos relatos, e a grande maioria do que vem sendo noticiado sobre essa situação é informação falsa", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Paralelamente, o Comitê de Segurança Sanitária da União Europeia reuniu-se nesta quarta-feira para debater o incidente na Sibéria.

"Neste momento, não posso afirmar se estamos considerando medidas adicionais além daquelas já solicitadas à Rússia, para que forneça informações oportunas e transparentes sobre este incidente em um laboratório na Sibéria, pois acreditamos ser necessário obter resultados epidemiológicos e microbiológicos confiáveis", avaliou uma porta-voz da Comissão Europeia. .

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