Cerca de 250 refugiados rohingya e bengaleses estão desaparecidos no Mar de Andaman, no Oceano Índico, após o barco em que viajavam ter naufragado nos últimos dias, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) na terça-feira (14).
A embarcação de pesca, que partiu do porto de Teknaf, no sul de Bangladesh, em 4 de abril, com destino à Malásia, afundou devido aos fortes ventos, mar agitado e superlotação, segundo o Acnur, sem especificar uma data para a tragédia.
No entanto, Rafiqul Islam, um sobrevivente de 40 anos, disse à AFP que o naufrágio ocorreu "há quase 10 dias".
Ao mesmo tempo, as autoridades de Bangladesh confirmaram o resgate de apenas nove pessoas.
Os rohingya são uma minoria étnica muçulmana que historicamente vive em Rakhine, em Mianmar, porém, devido a conflitos armados locais, muitos passaram a morar em enormes campos de refugiados na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. O estado de Rakhine tem sido palco de intensos combates entre militares e o Exército Arakan, um grupo rebelde de minoria étnica.
Em busca de melhores condições de vida, muitos refugiados rohingyas têm realizado viagens marítimas em barcos precários, muitas vezes operados por redes clandestinas.
De acordo com a AFP, a polícia de Bangladesh informou nesta quarta-feira (15) que prendeu seis pessoas por suspeita de tráfico humano após o incidente.