A Rússia está pronta para aumentar o fornecimento de energia para a China antes de uma esperada visita do presidente Vladimir Putin, disseram as agências de notícias russas citando o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, na quarta-feira, em uma coletiva de imprensa em Pequim.
Depois que a Europa decidiu eliminar gradualmente suas importações de energia russa na sequência da invasão russa da Ucrânia em 2022, Moscou começou a aumentar seus suprimentos de petróleo para China e Índia, que juntas recebem 80% de todas as exportações de petróleo bruto da Rússia.
Segundo as agências, Lavrov afirmou que a visita será realizada no primeiro semestre do ano, enquanto o jornal Vedomosti citou fontes dizendo que seria durante a semana que começa em 18 de maio.
O presidente Xi Jinping se reuniu com Lavrov na quarta-feira, assegurando a Moscou a amizade da China e dizendo que a China e a Rússia precisam confiar e se apoiar mutuamente, aprofundar a cooperação e defender os interesses uma da outra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também está programado para se encontrar com Xi durante sua primeira visita à China em oito anos, nos dias 14 e 15 de maio.
Separadamente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin visitará a China, mas até agora ele não planeja se encontrar com Trump lá.
Peskov acrescentou que o Kremlin anunciará as datas da visita em seu devido tempo.
Lavrov disse na coletiva de imprensa em Pequim que a Rússia está pronta para ajudar a China e outros países afetados pela crise do Oriente Médio com o fornecimento de energia.
"A Rússia pode, é claro, compensar o déficit de recursos enfrentado pela China e por outros países interessados em trabalhar conosco de forma igualitária e mutuamente benéfica", declarou Lavrov na coletiva de imprensa na China.