"Feliz em reencontrar um grande amigo em Nova Délhi, o presidente Lula!", escreveu o presidente francês em português na rede social X.
"Estamos unindo forças por uma inteligência artificial responsável e por redes sociais que não coloquem nossas crianças em risco. Vamos conseguir. Não vamos recuar!", afirmou.
Lula e Macron participam do evento, ao lado de outros líderes e empresários mundiais. Espera-se que, no fim de semana, seja assinada uma declaração destinada a regular o uso da IA.
Em seu discurso nesta manhã, Lula disse que as Nações Unidas devem liderar a governança internacional da Inteligência Artificial, para que seja "multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento".
Feliz em reencontrar um grande amigo em Nova Délhi, o presidente @LulaOficial !
Estamos unindo forças por uma inteligência artificial responsável e por redes sociais que não coloquem nossas crianças em risco.
Vamos conseguir. Não vamos recuar! pic.twitter.com/8BzxwChrRk
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) February 19, 2026
"Sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas", salientou o líder brasileiro, na plenária do evento em Nova Délhi.
Macron disse, por sua vez, que seu governo está determinado a garantir uma supervisão segura da IA. "A mensagem que vim transmitir é que estamos determinados a continuar definindo as regras do jogo e a fazê-lo com nossos aliados, como a Índia", afirmou.
"A Europa não se concentra cegamente na regulamentação: a Europa é um espaço para inovação e investimento, mas é um espaço seguro", acrescentou.
O anfitrião do encontro, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, afirmou que é necessário "democratizar a IA". Segundo o premiê, "ela deve se tornar um meio de inclusão e empoderamento, sobretudo para o Sul Global".
Medo do desemprego
Um dos principais temores sobre a IA envolve as consequências para o mercado de trabalho, especialmente na Índia, onde milhões de pessoas são empregadas em centros de atendimento telefônico e serviços de assistência técnica.
Com seus 1 bilhão de usuários da internet, a Índia é o primeiro país em desenvolvimento a organizar esta cúpula, a quarta dedicada a esta tecnologia, que começou na segunda-feira.
Na terça-feira, o ministro de Tecnologias da Informação indiano, Ashwini Vaishnaw, anunciou que o país espera atrair, em dois anos, US$ 200 bilhões em investimentos de empresas de tecnologia para o seu território, em particular para projetos de IA.
Esta soma inclui US$ 90 bilhões já revelados no ano passado para a construção de centros de dados por parte de Google, Microsoft e outras empresas, atraídas por uma mão de obra abundante, capacitada e barata, que já transformou a Índia em um campeão da terceirização.
RFI e AFP