Na Índia, Macron celebra encontro com 'grande amigo' Lula e fala em união por IA segura

O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira (19) que unia forças com o Brasil por uma inteligência artificial responsável. A declaração foi feita após encontrar o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula sobre as oportunidades e os riscos da IA, organizada em Nova Délhi, na Índia.

19 fev 2026 - 14h41

"Feliz em reencontrar um grande amigo em Nova Délhi, o presidente Lula!", escreveu o presidente francês em português na rede social X.  

Lula e Macron se encontraram na Índia, onde participam da da Cúpula Mundial de Inteligência Artificial (IA) em 19 de fevereiro de 2026.
Lula e Macron se encontraram na Índia, onde participam da da Cúpula Mundial de Inteligência Artificial (IA) em 19 de fevereiro de 2026.
Foto: © PR - Ricardo Stucker / RFI

"Estamos unindo forças por uma inteligência artificial responsável e por redes sociais que não coloquem nossas crianças em risco. Vamos conseguir. Não vamos recuar!", afirmou.

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Lula e Macron participam do evento, ao lado de outros líderes e empresários mundiais. Espera-se que, no fim de semana, seja assinada uma declaração destinada a regular o uso da IA.

Em seu discurso nesta manhã, Lula disse que as Nações Unidas devem liderar a governança internacional da Inteligência Artificial, para que seja "multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento".

"Sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas", salientou o líder brasileiro, na plenária do evento em Nova Délhi.

Macron disse, por sua vez, que seu governo está determinado a garantir uma supervisão segura da IA. "A mensagem que vim transmitir é que estamos determinados a continuar definindo as regras do jogo e a fazê-lo com nossos aliados, como a Índia", afirmou.

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"A Europa não se concentra cegamente na regulamentação: a Europa é um espaço para inovação e investimento, mas é um espaço seguro", acrescentou.

O anfitrião do encontro, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, afirmou que é necessário "democratizar a IA". Segundo o premiê, "ela deve se tornar um meio de inclusão e empoderamento, sobretudo para o Sul Global".

Medo do desemprego

Um dos principais temores sobre a IA envolve as consequências para o mercado de trabalho, especialmente na Índia, onde milhões de pessoas são empregadas em centros de atendimento telefônico e serviços de assistência técnica.

Com seus 1 bilhão de usuários da internet, a Índia é o primeiro país em desenvolvimento a organizar esta cúpula, a quarta dedicada a esta tecnologia, que começou na segunda-feira.

Na terça-feira, o ministro de Tecnologias da Informação indiano, Ashwini Vaishnaw, anunciou que o país espera atrair, em dois anos, US$ 200 bilhões em investimentos de empresas de tecnologia para o seu território, em particular para projetos de IA.

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Esta soma inclui US$ 90 bilhões já revelados no ano passado para a construção de centros de dados por parte de Google, Microsoft e outras empresas, atraídas por uma mão de obra abundante, capacitada e barata, que já transformou a Índia em um campeão da terceirização.

RFI e AFP

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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