A empresária Dalia López, de 55 anos, acusada de falsificar documentos do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, foi presa na tarde de quinta-feira, 2, em Assunção, no Paraguai, em uma residência particular. Ela estava foragida desde março de 2020.
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A operação que prendeu a Dalia foi conduzida após trabalhos de inteligência e monitoramento por equipes do Departamento contra o Tráfico de Armas, em coordenação com o Departamento Especializado na Luta contra o Narcotráfico e Delitos Conexos do Paraguai.
A empresária foi quem promoveu em 2020 a visita ao Paraguai de Ronaldinho para um evento beneficente. Ao chegar ao país, o ex-jogador foi detido por apresentar um passaporte e uma identidade falsificados, permanecendo quase um mês na prisão da Agrupação Especializada da Polícia de Assunção.
Após o pagamento de uma fiança de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,3 milhões, na cotação da época), um juiz concedeu a Ronaldinho a prisão domiciliar. O jogador ficou hospedado em um hotel de luxo na capital paraguaia até obter a liberdade depois de pagar uma multa de 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão).
Vivendo no anonimato desde 2020, López declarou à imprensa, nesta quinta-feira, que decidiu se entregar às autoridades por considerar que sua integridade física estava em risco.
Contra ela pesam acusações de produção de documentos públicos falsos e associação criminosa. Durante uma busca na luxuosa residência onde vivia, a polícia apreendeu mais de 200 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão, na cotação atual).