Um "mini tsunami" atingiu o litoral de Buenos Aires, na Argentina, causando a morte de um homem e ferimentos em 35 pessoas; autoridades investigam o fenômeno raro e seus efeitos.
Uma série de ondas intensas atingiu a costa atlântica da província de Buenos Aires, na Argentina, nesta segunda-feira, 12, causando destruição em praias de Mar del Plata, Santa Clara del Mar e Mar Chiquita. O episódio causou a morte de um homem, de 29 anos, e outras 35 pessoas ficaram feridas.
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Segundo o jornal La Nación, a vítima fatal foi identificada como o marplatense Yair Manno, que caminhava com a água na altura dos joelhos, próximo a um grupo de pescadores, quando foi surpreendido por uma forte corrente na Lagoa de Mar Chiquita após a maré baixa incomum.
O rapaz perdeu o equilíbrio e foi arrastado pelas ondas. Ele não sabia nadar", disseram pessoas próximas ao jornal. O primeiro socorro veio de pescadores da região, seguido por um barco de pesca recreativa, que resgatou a vítima com salva-vidas e um desfibrilador. A vítima foi levada para um hospital da região, mas não resistiu.
Autoridades locais classificaram o fenômeno como uma “super onda” ou “mini tsunami”. O Ministério Público investiga a morte do rapaz com indícios de asfixia por afogamento.
Já em Santa Clara del Mar, um banhista teve uma parada cardíaca enquanto era atingido pelas fortes ondas. Os salva-vidas que estavam no local conseguiram auxiliá-lo e ele foi encaminhado de ambulância para um hospital em Mar del Plata. O homem está fora de perigo.
A prefeitura local ainda informou ao La Nácion que cerca de 35 pessoas tiveram lesões diversas, como contusões e cortes, mas nenhum dos casos é grave. Aqueles que estavam no local no momento em que a praia foi atingida pela forte ondulação descreveu o momento como desesperador. Isso porque as cadeiras e guarda-sóis foram todos arrastados, além do mar de gente que caiu na água, incluindo crianças e idosos.
O “mini tsunami” ocorreu depois de uma maré baixa inesperada e muito acentuada, que criou uma vasta extensão de praia. Com o calor, as pessoas que estavam nas praias seguiram mais para frente, acomodando-se o mais perto possível da beira da água.
Para o resgate dos banhistas foram usados jet ski e barcos, além dos nadadores que também auxiliaram nas buscas. "Foi como se um buraco negro se abrisse no final do quebra-mar", afirmou Maximiliano Prensky, salva-vidas na área de El Torreón."O que vivenciamos foi algo que nunca tínhamos visto por aqui antes”, acrescentou.