México diz que 40.000 dos 130.000 desaparecidos do país podem estar vivos

27 mar 2026 - 14h41

As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira que identificaram potencialmente mais de 40.000 pessoas listadas como desaparecidas que podem estar vivas, por meio de referências cruzadas de bancos de dados oficiais, como ⁠registros fiscais e registros de casamento.

Após uma ‌análise de um ano do registro nacional de pessoas desaparecidas, autoridades afirmaram que 40.308 registros -- ‌31% do total -- mostraram ‌alguma atividade em outros registros do governo, ⁠como declarações de impostos ou certidões de nascimento, sugerindo que essas pessoas poderiam estar vivas e localizáveis.

Publicidade

Dentre essas, 5.269 pessoas foram localizadas e tiveram suas identidades confirmadas, permitindo que seus casos ‌fossem reclassificados como "encontrados".

O México tem mais de 130.000 ‌pessoas desaparecidas, consequência ⁠de décadas ⁠de violência relacionada às drogas, à medida que os ⁠cartéis expandiram seu ‌alcance e poder. ‌Mas o governo disse que esse número também é resultado de um banco de dados mal gerenciado, repleto de erros, informações incompletas ⁠e duplicação.

Cerca de 46.000 registros -- aproximadamente 36% -- carecem de informações básicas, como nomes, datas ou locais de desaparecimento, impossibilitando as buscas. Segundo as autoridades, o ‌registro foi inicialmente compilado com o upload de listas não verificadas de promotores federais e ⁠estaduais, comissões de busca, relatórios de cidadãos e grupos de ativistas, criando duplicação e entradas incompletas.

Outros 43.128 casos têm registros completos, mas não mostram nenhuma atividade por meio de referências cruzadas com outros bancos de dados do governo. Porém, desse número, menos de 10% estão sob investigação criminal, uma lacuna que, segundo as autoridades, reflete anos de fracasso dos promotores e das forças policiais.

Publicidade
Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se