O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o seu "poder não tem limites", ao comentar sobre a guerra no Irã iniciada por ele e Israel em fevereiro.
Em entrevista à Axios na quinta-feira (18), o mandatário de Washington afirmou que negociou o acordo de paz com Teerã para evitar que o conflito se transformasse em uma depressão econômica global.
De acordo com a agência, o republicano frisou que não está mais "testando os limites da presidência", colocando-se "na linhagem de conquistadores, ditadores e homens fortes que dobraram nações à sua vontade".
"Não existem limites para o meu poder", reforçou Trump, negando que "tenha aprendido qualquer lição" com o conflito no Oriente Médio, que afetou o comércio internacional de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Na entrevista de 45 minutos à Axios, o chefe de Estado americano repetiu inúmeras vezes a suposta projeção de seu "poder": segundo Trump, os líderes do G7 acreditaram nele quando ele brincou dizendo "eu sou o chefe", enquanto Israel tem "muito respeito por mim" e "fará o que eu digo".
Já em entrevista à emissora italiana La7, Trump disse que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, "implorou" para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, tendo ficado com "pena" dela. A premiê negou a declaração.