Meloni diz que Itália está disposta a mandar navios para Estreito de Ormuz

Contudo a premiê ressaltou que isso só aconteceria após fim de conflito

17 abr 2026 - 13h11
(atualizado às 13h40)

A premiê da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta sexta-feira (17) que está disposta a enviar navios para uma missão voltada a garantir a segurança no Estreito de Ormuz, mas somente mediante autorização do Parlamento e o fim definitivo do conflito no Oriente Médio.

Macron recebe Meloni para cúpula sobre Estreito de Ormuz em Paris
Macron recebe Meloni para cúpula sobre Estreito de Ormuz em Paris
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A Itália oferece sua disponibilidade para colocar à disposição as suas unidades navais, claramente mediante uma necessária autorização parlamentar", declarou a primeira-ministra em coletiva de imprensa após uma reunião sobre o Estreito de Ormuz convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em Paris.

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No entanto, segundo Meloni, uma iniciativa do tipo será realizada apenas depois da "cessação das hostilidades, em coordenação com todos os atores regionais e internacionais e com uma postura exclusivamente defensiva".

A premiê também citou como exemplos positivos as missões europeias Aspides, para garantir a segurança da navegação no Mar Vermelho, e Atalanta, que combate a pirataria no Chifre da África e no Oceano Índico Ocidental. "No meu ponto de vista, elas podem representar uma experiência preciosa para aquilo que estamos tentando fazer agora", ressaltou.

Ainda de acordo com Meloni, reabrir o Estreito de Ormuz é um "elemento essencial para qualquer solução do conflito no Oriente Médio". "A liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma questão absolutamente central para a Itália, para a Europa e para a comunidade internacional como um todo", disse.

Essa via marítima é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, e seu bloqueio pelo Irã, em retaliação pelos ataques de Estados Unidos e Israel, provocou uma disparada dos preços de commodities energéticas.

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Nesta sexta, no entanto, após o cessar-fogo no Líbano, o governo iraniano confirmou a reabertura completa do estreito, ao menos enquanto durar a trégua no Oriente Médio. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na plataforma Truth Social que Teerã concordou em "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz" e em não usá-lo como "arma contra o mundo", declarações que não foram confirmadas pela República Islâmica.

Além disso, voltou a criticar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e seus membros por não terem atuado militarmente para liberar a passagem na rota.

"Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, eu recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de ajuda. Eu disse a eles para ficarem fora disso, a menos que só queiram abastecer seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando precisamos deles, um tigre de papel", escreveu.

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