Meloni agradece a Rodríguez por libertação de presos políticos na Venezuela

Pelo menos 2 cidadãos italianos deixaram prisão, incluindo político opositor

9 jan 2026 - 08h06
(atualizado às 09h44)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, agradeceu à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pela libertação de presos políticos anunciada na última quinta-feira (8), que inclui pelo menos dois cidadãos italianos.

O jornalista e político ítalo-venezuelano Biagio Pilieri é um dos detentos libertados
O jornalista e político ítalo-venezuelano Biagio Pilieri é um dos detentos libertados
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Estou acompanhando de perto a situação na Venezuela e espero que a presidente Delcy Rodríguez inaugure uma nova era de relações construtivas entre Roma e Caracas", disse a premiê em um comunicado divulgado nesta sexta (9).

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"Nesse sentido, expresso minha gratidão pela decisão de iniciar a libertação de presos políticos, incluindo italianos, e espero sinceramente que esse processo continue com novas medidas nessa mesma direção", acrescentou.

Pouco depois, em uma coletiva de imprensa em Roma, Meloni demonstrou "alegria" com a libertação de presos italianos na Venezuela e afirmou que Rodríguez deu um "sinal de pacificação". "Acredito também que isso possa representar um elemento muito importante na relação entre a Itália e a Venezuela", apontou.

Entre os detentos libertados por Caracas estão o empresário italiano Luigi Gasperin, que estava preso desde agosto de 2025 por posse e transporte de material explosivo, e o ítalo-venezuelano Biagio Pilieri, jornalista e político de oposição que estava encarcerado desde agosto de 2024.

A Itália ainda vive a expectativa pela soltura de Alberto Trentini, agente humanitário que está preso há mais de um ano sem acusações formais contra ele. "O governo italiano tem lidado com o caso Trentini há 400 dias e, como sabemos, não é o único. Temos feito isso e continuamos a fazê-lo, mobilizando todos os canais políticos, diplomáticos e de inteligência", disse Meloni.

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A libertação promovida por Rodríguez se dá no âmbito das negociações com os Estados Unidos, que capturaram o então presidente Nicolás Maduro no último sábado (3) e o levaram para uma prisão de segurança máxima em Nova York, onde aguarda julgamento por crimes ligados ao narcotráfico ao lado de sua esposa, Cilia Flores.

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