Mais sanções poderão ser impostas a colonos israelenses nos "próximos dias", diz a França

7 jun 2026 - 12h57

Os colonos israelenses poderão ‌sofrer novas sanções nos próximos dias em protesto contra a escalada dos assentamentos ilegais na Cisjordânia e o aumento da violência dos colonos contra os palestinos, disse o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, ⁠neste domingo.

A União Europeia impôs sanções aos colonos israelenses ‌e às organizações que os apoiam no final do mês passado.

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Falando à televisão Public Senat e à ‌rádio RTL, Barrot não mencionou ‌os países europeus que, segundo ele, poderiam impor ⁠outras medidas. Mas em uma referência às sanções anteriores da UE, ele disse: "Poderíamos ir além e, nos próximos dias, outras sanções poderiam ser impostas."

Suas falas vêm após a escalada da violência dos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada ‌e ressaltam a raiva de muitos países ocidentais em ‌relação ao governo ⁠do primeiro-ministro Benjamin ⁠Netanyahu, que expandiu os assentamentos. Diplomatas dizem que essa expansão ⁠tem como objetivo minar ‌as perspectivas de um ‌Estado palestino.

A Reuters noticiou no sábado, citando diplomatas europeus, que a França está trabalhando com vários países para aumentar a pressão sobre Israel, avançando com ⁠sanções nacionais coordenadas visando indivíduos ligados à violência na Cisjordânia.

"Estou extremamente preocupado com a escalada da atividade de assentamentos ilegais na Cisjordânia e com o aumento da violência dos colonos ‌israelenses contra os palestinos", disse Barrot.

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"É por isso que pressionei para que fossem impostas sanções não apenas aos ⁠responsáveis por essa violência, mas também às entidades, empresas e organizações em Israel que estão fornecendo a esses colonos extremistas os meios para expulsar os palestinos de suas terras, queimar suas plantações e destruir seus prédios públicos", disse ele.

Ele disse que as medidas anteriores eram "uma forma de chamar de volta o governo israelense a assumir suas responsabilidades em relação a essa violência que, na minha opinião, também mina a autoridade do Estado até certo ponto."

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