Copa Airlines mantém estratégia de não fazer hedge enquanto choque do combustível testa companhias aéreas

7 jun 2026 - 12h23

A Copa Airlines não tem planos de fazer hedge de combustível, apesar do recente choque de preços ligado à guerra no Irã, disse o presidente-executivo Pedro Heilbron à Reuters, apostando que um forte balanço patrimonial e ajustes de preços ajudarão a absorver ⁠o impacto.

A companhia aérea panamenha não utiliza hedges de combustível ‌há mais de uma década e não pretende mudar essa estratégia, acrescentou ele em uma entrevista no sábado, à margem de ‌um encontro global de executivos de ‌companhias aéreas no Rio de Janeiro.

Publicidade

"Estamos apenas assumindo o ⁠custo", disse Heilbron. "Os rendimentos foram ajustados, mas não estamos cobrindo 100%. É um impacto parcial."

As companhias aéreas em todo o mundo têm aumentado as tarifas em resposta aos custos mais altos de combustível, embora esses aumentos sejam limitados pela concorrência e pela sensibilidade ‌à demanda. O setor espera que os preços dos combustíveis diminuam ‌gradualmente, disse o ⁠executivo.

Heilbron observou que ⁠a forte liquidez e o balanço patrimonial conservador da Copa proporcionam flexibilidade ⁠para enfrentar a volatilidade. "Isso nos ‌dá espaço para manobrar ‌e também para sermos resilientes", disse ele.

A demanda na América Latina permaneceu saudável, disse Heilbron, apoiada por moedas mais fortes em mercados importantes como o Brasil.

Publicidade

A Copa, que opera um ⁠modelo de hub a partir do Panamá, conectando destinos em todas as Américas, e voa somente com aeronaves Boeing 737, continua a crescer em linha com as entregas da fabricante de aviões norte-americana.

Recentemente, a companhia aérea concordou ‌em comprar até 60 jatos 737 MAX, o que, segundo Heilbron, permitirá tanto a expansão quanto a renovação da frota.

"Há uma ⁠grande demanda por novas aeronaves, tanto da Boeing quanto da Airbus . Portanto, se não fizermos o pedido com antecedência suficiente, ficaremos sem entregas. Portanto, esse novo pedido vai de 2030 a 2034", disse ele.

O pedido inclui flexibilidade nas variantes do MAX e opções para o MAX 10 maior, que ainda não foi certificado. A Copa está analisando seu futuro mix de frota e ainda não tomou uma decisão final sobre a variante.

Publicidade

O desempenho da Boeing melhorou, com as entregas chegando no prazo ou ligeiramente antes do previsto, disse o presidente-executivo.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações