"Nada nos desviará da Ucrânia, dos esforços que estamos fazendo por lá. Nosso apoio não vai diminuir", declarou o presidente francês durante uma coletiva de imprensa junto a Volodymyr Zelenskyy.
A demonstração de apoio surge em um momento em que os Estados Unidos, em guerra contra o Irã ao lado de Israel, decidiram aliviar as sanções ao petróleo russo para estabilizar os mercados globais, causando preocupações entre os aliados europeus quanto à segurança na Europa.
Emmanuel Macron garantiu ainda que o empréstimo de € 90 bilhões prometido pelos líderes da União Europeia à Ucrânia será "honrado", apesar de os pagamentos iniciais estarem sendo bloqueados pela Hungria.
"Decidimos em dezembro passado sobre esse empréstimo. O compromisso será honrado, e digo isso com veemência e clareza", afirmou o presidente francês.
"Se surgirem divergências, é dever de cada nação cumprir as promessas feitas e os compromissos políticos assumidos por todos em dezembro", acrescentou em alusão ao bloqueio feito por Budapeste.
Equipamentos militares
O presidente francês prometeu ainda continuar fornecendo a Kiev equipamentos militares para combater as forças russas. "Vamos acelerar certas capacidades e continuaremos a inovar para agilizar a produção", declarou.
A questão vem à tona em um momento em que a guerra iniciada em 28 de fevereiro contra o Irã levanta questões sobre o fornecimento de equipamentos de defesa, particularmente de defesa aérea, à Ucrânia por países ocidentais, enquanto as monarquias do Golfo recorrem aos seus arsenais para combater os ataques iranianos de drones e mísseis.
'Acelerar capacidades'
Volodymyr Zelensky afirmou esta semana que os países do Golfo usaram mais mísseis PAC-3 contra ataques iranianos em apenas alguns dias do que a Ucrânia recebeu dos Estados Unidos em mais de quatro anos. Ele não especificou a fonte desses números.
"Vamos falar sobre sistemas de defesa aérea. Queremos obter os novos sistemas SAMP/T de última geração o mais rápido possível", disse o presidente ucraniano em entrevista à Ouest-France, publicada na sexta-feira, antes de sua reunião no Palácio do Eliseu, referindo-se aos sistemas franceses de mísseis terra-ar.
Falando sobre os mísseis Patriot americanos, ele disse que precisava do "apoio político" de Emmanuel Macron para conversar com certos países para obter mísseis adicionais.
Com AFP