Macron descarta represália contra Irã após morte de militar francês

'Não estamos em guerra com ninguém', garantiu o presidente

13 mar 2026 - 11h16
(atualizado às 11h54)

O presidente da França, Emmanuel Macron, descartou realizar uma represália contra o Irã devido à morte de um militar francês durante um ataque na região de Irbil, no Curdistão iraquiano.

Macron negou intenção de revidar ataque que matou militar francês
Macron negou intenção de revidar ataque que matou militar francês
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ao ser questionado sobre o tema pela imprensa nesta sexta-feira (13), o chefe de Estado afirmou não considerar "nenhum cenário" do tipo e que não quer se envolver em uma "política de atrito sobre a questão".

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"Reiterei a posição da França, que é clara, na região: trata-se de uma posição defensiva. Não estamos em guerra com ninguém", pontuou Macron, reforçando que Paris "continuará a demonstrar sangue frio, calma e determinação" e "a defender" seus "interesses" e sua "segurança".

O líder francês também informou que deve telefonar, ainda nesta sexta, ao primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani.

Mais cedo, Macron havia anunciado a morte do marechal francês Arnaud Frion em um ataque aéreo em Irbil, no Curdistão iraquiano, que tem sido alvo de ações de milícias pró-Irã, em represália pela guerra lançada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Os curdos são apoiados pelos EUA e por países europeus, que mantêm bases militares na região.

"Este ataque contra as nossas forças, que lutam contra o Isis [Estado Islâmico] desde 2015, é inaceitável. Nossa presença no Iraque faz parte da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não pode justificar tais represálias", escreveu Macron no X.

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