O presidente da França, Emmanuel Macron, descartou realizar uma represália contra o Irã devido à morte de um militar francês durante um ataque na região de Irbil, no Curdistão iraquiano.
Ao ser questionado sobre o tema pela imprensa nesta sexta-feira (13), o chefe de Estado afirmou não considerar "nenhum cenário" do tipo e que não quer se envolver em uma "política de atrito sobre a questão".
"Reiterei a posição da França, que é clara, na região: trata-se de uma posição defensiva. Não estamos em guerra com ninguém", pontuou Macron, reforçando que Paris "continuará a demonstrar sangue frio, calma e determinação" e "a defender" seus "interesses" e sua "segurança".
O líder francês também informou que deve telefonar, ainda nesta sexta, ao primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani.
Mais cedo, Macron havia anunciado a morte do marechal francês Arnaud Frion em um ataque aéreo em Irbil, no Curdistão iraquiano, que tem sido alvo de ações de milícias pró-Irã, em represália pela guerra lançada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Os curdos são apoiados pelos EUA e por países europeus, que mantêm bases militares na região.
"Este ataque contra as nossas forças, que lutam contra o Isis [Estado Islâmico] desde 2015, é inaceitável. Nossa presença no Iraque faz parte da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não pode justificar tais represálias", escreveu Macron no X.