Luta contra mudanças climáticas não será interrompida por ausência de alguns países, diz China

22 jun 2026 - 10h32

A cooperação global para ‌combater as mudanças climáticas não será interrompida devido à ausência de certos países, afirmou o ministro do Meio Ambiente da China em uma reunião de governos na segunda-feira, enquanto as nações se preparam para negociações climáticas da Organização das Nações Unidas deste ano sem a participação dos Estados ⁠Unidos.

"O processo multilateral não vai parar, nem mesmo desacelerar, devido à ausência ‌de países específicos", afirmou o ministro do Meio Ambiente da China, Huang Runqiu, na reunião, descrevendo a transição mundial para uma economia de ‌baixo carbono como "irreversível".

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O presidente dos EUA, Donald ‌Trump, retirou a maior economia do mundo do Acordo de Paris, ⁠o principal tratado global sobre mudanças climáticas, em janeiro. Até o momento, nenhum outro país seguiu o exemplo dos EUA e se retirou do acordo.

Huang falava em uma reunião para discutir a cooperação em matéria de mudanças climáticas, coorganizada por China, União Europeia e Canadá — apesar das crescentes ‌tensões entre Bruxelas e Pequim em relação ao comércio e ao domínio ‌da China sobre as ⁠cadeias de abastecimento ⁠globais, incluindo tecnologias limpas como painéis solares.

Huang também argumentou que a enorme perturbação causada ⁠pela guerra no Irã no abastecimento ‌global de petróleo e ‌gás fortaleceu os argumentos a favor da transição verde.

"A crise energética desencadeada pela guerra no Irã fez com que todas as partes reconhecessem ainda mais que o desenvolvimento verde e de baixo carbono, orientado ⁠pela resposta às mudanças climáticas, ajuda a coordenar a transição energética e a segurança energética", disse Huang.

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"Quanto mais turbulento e marcado por crises o mundo se torna, mais isso põe à prova a resolução estratégica e a determinação política dos ‌países em promover ações climáticas", declarou ele.

Os primeiros sinais indicam que a guerra está acelerando a transição de alguns países para longe dos combustíveis ⁠fósseis, com países — incluindo o Paquistão — relatando um salto nas vendas de veículos elétricos desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. No entanto, a guerra também levou algumas nações a aumentar o uso de geração de energia à base de carvão ou petróleo, à medida que lutam para substituir o gás do Oriente Médio.

A China é o maior emissor de CO₂ do mundo e queima mais carvão do que qualquer outra nação. Ao mesmo tempo, o país também lidera o mundo no desenvolvimento de energia renovável e nas vendas de carros elétricos — superando de longe qualquer outra economia nessas duas frentes.

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