Leão XIV alerta que medicina não pode ser 'serva da morte programada'

Papa disse que médicos não devem decidir sobre vida de embriões ou idosos

22 jun 2026 - 09h56
(atualizado às 10h51)

O papa Leão XIV alertou nesta segunda-feira (22) que a medicina "jamais poderá ser serva da morte programada" e advertiu contra o uso de algoritmos ou critérios de produtividade para determinar o valor da vida humana.

Durante audiência com a Fundação Jérôme Lejeune, reconhecida pelos estudos sobre a síndrome de Down, o Pontífice ressaltou que a dignidade da pessoa não depende de suas capacidades ou realizações.

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"O valor de uma pessoa não depende do que ela realiza ou produz. Por isso, nenhum médico deve jamais presumir, com base em algoritmos de laboratório, decidir a vida de um embrião ou de uma pessoa idosa", declarou.

Segundo o Papa, a medicina deve estar sempre a serviço da vida e da dignidade humana, especialmente das pessoas mais vulneráveis, e "jamais poderá ser serva da morte programada".

"Eu sabia que a tecnologia pode ser usada contra a medicina ? que, por sua própria natureza, está a serviço da vida ? como fica evidente quando a tecnologia escapa a todos os controles éticos essenciais e prevalecem os cálculos de eficiência, lucratividade ou utilidade. No entanto, o valor de uma pessoa não depende do que ela faz ou produz", acrescentou.

Ao recordar a figura do venerável Jérôme Lejeune, geneticista francês conhecido por suas pesquisas sobre a síndrome de Down, Leão XIV destacou que sua mensagem e sua obra se fundamentam "na universalidade da razão e do coração unidos".

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O Pontífice também dirigiu uma mensagem aos jovens profissionais, médicos e pesquisadores, incentivando-os a buscar coerência entre pensamento e ação.

"Que ele inspire a coragem da verdade nos muitos jovens e profissionais que desejam coerência; que os ajude a unir, sem rigidez, razão e fé, palavra e obra, a ausência de julgamento sobre as pessoas e a rejeição da mentira", afirmou.

Por fim, o Papa elogiou a fundação porque "ela intervém regularmente em debates sociais para proteger todas as pessoas em todas as circunstâncias de sua existência".

Além disso, expressou o desejo de que a oração acompanhe os trabalhos da instituição e de todos aqueles que atuam em favor das pessoas mais frágeis.

"Que a oração possa apoiar os vossos esforços e espalhar a sua ternura a todas as pessoas vulneráveis", concluiu, dirigindo-se em particular a médicos e pesquisadores. 

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