A arcebispa de Canterbury Sarah Mullally pediu desculpas pelo papel da Igreja da Inglaterra nas práticas de adoção forçada nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial, quando cerca de 185 mil crianças foram retiradas de mães solteiras em toda a Inglaterra e no País de Gales.
"Lamentamos profundamente a dor, o trauma e o estigma vividos — e ainda carregados — por muitas pessoas devido às práticas históricas de adoção em lares afiliados à Igreja da Inglaterra", afirmou Mullally em comunicado.
O governo também deve pedir desculpas em nome do Estado por essa prática. Outros países, incluindo a Irlanda e a Austrália, emitiram desculpas semelhantes nos últimos anos.
A Igreja foi uma importante provedora de lares para mães e bebês, possivelmente mais de 200 ao longo do tempo, conforme revelou na quinta-feira uma pesquisa que examinou o período entre 1949 e 1976.
Os sistemas e estruturas sociais da época "tornavam extremamente difícil para mulheres solteiras com filhos viverem de forma independente", afirmou o relatório da Igreja.
"Hoje, dizemos a cada uma de vocês: a vergonha que foram levadas a sentir foi errada. Vocês não têm nada do que se envergonhar. Pelo contrário, estamos profundamente envergonhados por isso ter acontecido a pessoas sob os cuidados de comunidades cristãs", disse Mullally.