Líder da Igreja da Inglaterra pede desculpas pela prática histórica de adoção forçada

18 jun 2026 - 10h26

A arcebispa ‌de Canterbury Sarah Mullally pediu desculpas pelo papel da Igreja da Inglaterra nas práticas de adoção forçada nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial, ⁠quando cerca de 185 mil crianças ‌foram retiradas de mães solteiras em toda a Inglaterra e no ‌País de Gales.

"Lamentamos profundamente ‌a dor, o trauma e ⁠o estigma vividos — e ainda carregados — por muitas pessoas devido às práticas históricas de adoção em lares afiliados à Igreja da Inglaterra", afirmou Mullally ‌em comunicado.

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O governo também deve pedir desculpas ‌em nome ⁠do ⁠Estado por essa prática. Outros países, incluindo a ⁠Irlanda e ‌a Austrália, emitiram ‌desculpas semelhantes nos últimos anos.

A Igreja foi uma importante provedora de lares para mães e bebês, possivelmente ⁠mais de 200 ao longo do tempo, conforme revelou na quinta-feira uma pesquisa que examinou o período entre 1949 ‌e 1976.

Os sistemas e estruturas sociais da época "tornavam extremamente difícil para mulheres solteiras ⁠com filhos viverem de forma independente", afirmou o relatório da Igreja.

"Hoje, dizemos a cada uma de vocês: a vergonha que foram levadas a sentir foi errada. Vocês não têm nada do que se envergonhar. Pelo contrário, estamos profundamente envergonhados por isso ter acontecido a pessoas sob os cuidados de comunidades cristãs", disse Mullally.

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