A Justiça dos EUA aprovou o acordo que autoriza a compra da Warner Bros. pela Paramount por US$ 110 bilhões, encerrando uma ação antitruste movida por diversos estados americanos. Válido por cinco anos, o pacto exige cotas para lançamentos nos cinemas e negociações separadas na TV paga. A megafusão da empresa de David Ellison, que engloba ativos como CNN e HBO Max, contou com capital de fundos soberanos do Oriente Médio e financiamento de Larry Ellison, fundador da Oracle.
A juíza distrital Araceli Martínez-Olguín aprovou nesta quarta-feira (30) um acordo entre a Paramount e um grupo de estados americanos, liberando definitivamente a aquisição da Warner Bros. por US$ 110 bilhões.
O processo havia sido aberto em julho por uma coalizão de estados liderada pelo procurador-geral da Califórnia, o democrata Rob Bonta. A acusação alegava que a transação concentraria nas mãos de uma única empresa poder excessivo nos mercados de televisão a cabo e de grandes produções de Hollywood.
O acordo aprovado pela Justiça tem prazo de cinco anos e exige que a Paramount cumpra cotas de lançamento de filmes nos cinemas e mantenha separadas as negociações com operadoras de TV a cabo referentes aos canais da Warner.
A Paramount, comandada por David Ellison, aliado do presidente Donald Trump, venceu em fevereiro uma disputa com a Netflix pelo controle de um portfólio de ativos que inclui Warner Bros. Pictures, CNN e o serviço de streaming HBO Max.
O governo americano aprovou a operação em junho ? uma das maiores fusões do setor até hoje ?, mas 12 estados entraram com ação judicial para tentar bloqueá-la.
Segundo informações divulgadas pela imprensa dos EUA, a aquisição envolve US$ 24 bilhões provenientes de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, além de financiamento significativo do bilionário Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David.
Durante a disputa judicial, a Paramount chegou a ameaçar transferir sua sede para fora da Califórnia caso o procurador-geral do estado não retirasse a ação.