Justiça aprova acordo e libera compra da Warner pela Paramount

Grupo de 12 estados americanos movia ação para bloquear transação

30 set 2026 - 18h52
(atualizado às 19h12)
Resumo
A Justiça dos EUA aprovou o acordo que autoriza a compra da Warner Bros. pela Paramount por US$ 110 bilhões, encerrando uma ação antitruste movida por diversos estados americanos. Válido por cinco anos, o pacto exige cotas para lançamentos nos cinemas e negociações separadas na TV paga. A megafusão da empresa de David Ellison, que engloba ativos como CNN e HBO Max, contou com capital de fundos soberanos do Oriente Médio e financiamento de Larry Ellison, fundador da Oracle.

A juíza distrital Araceli Martínez-Olguín aprovou nesta quarta-feira (30) um acordo entre a Paramount e um grupo de estados americanos, liberando definitivamente a aquisição da Warner Bros. por US$ 110 bilhões.

Estúdios da Warner Bros. em Los Angeles, nos EUA
Estúdios da Warner Bros. em Los Angeles, nos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O processo havia sido aberto em julho por uma coalizão de estados liderada pelo procurador-geral da Califórnia, o democrata Rob Bonta. A acusação alegava que a transação concentraria nas mãos de uma única empresa poder excessivo nos mercados de televisão a cabo e de grandes produções de Hollywood.

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O acordo aprovado pela Justiça tem prazo de cinco anos e exige que a Paramount cumpra cotas de lançamento de filmes nos cinemas e mantenha separadas as negociações com operadoras de TV a cabo referentes aos canais da Warner.

A Paramount, comandada por David Ellison, aliado do presidente Donald Trump, venceu em fevereiro uma disputa com a Netflix pelo controle de um portfólio de ativos que inclui Warner Bros. Pictures, CNN e o serviço de streaming HBO Max.

O governo americano aprovou a operação em junho ? uma das maiores fusões do setor até hoje ?, mas 12 estados entraram com ação judicial para tentar bloqueá-la.

Segundo informações divulgadas pela imprensa dos EUA, a aquisição envolve US$ 24 bilhões provenientes de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, além de financiamento significativo do bilionário Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David.

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Durante a disputa judicial, a Paramount chegou a ameaçar transferir sua sede para fora da Califórnia caso o procurador-geral do estado não retirasse a ação. 

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