Japão reforma lei de sucessão imperial, mas mantém veto a mulheres no trono

Família real do país enfrenta escassez de candidatos aptos a se tornar imperador

17 jul 2026 - 15h02
(atualizado às 15h09)

O Parlamento do Japão aprovou nesta sexta-feira (17) uma reforma na lei de sucessão imperial, mantendo, ao mesmo tempo, a proibição de mulheres no trono de crisântemo.

Princesa Aiko não poderá se tornar imperatriz do Japão por ser mulher
Princesa Aiko não poderá se tornar imperatriz do Japão por ser mulher
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida excluiu a possibilidade de a popular princesa Aiko, de 24 anos, filha do imperador Naruhito, 66, vir a se tornar imperatriz.

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No momento, o futuro da dinastia japonesa recai sobre o príncipe Hisahito, de 19 anos, sobrinho do imperador, filho do príncipe herdeiro Fumihito e segundo na linha de sucessão. Se o jovem não tiver um filho, então, pelas regras vigentes, ele não possuiria herdeiro, e a linhagem seria extinta.

Dessa forma, o projeto de lei aprovado pela Câmara Alta permite a reintegração ao clã imperial de membros de 11 ramificações que deixaram a família após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, desde que tenham mais de 15 anos, sejam solteiros e sem filhos.

Esses indivíduos não poderiam herdar o trono, mas seus futuros descendentes poderiam entrar na linha de sucessão.

As novas regras também acabam com a exigência de que mulheres percam seu status real ao se casar com plebeus. Por outro lado, devido ao gênero, seus filhos não podem se tornar imperadores.

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A legislação foi aprovada após disputas internas na coalizão liderada pela premiê conservadora Sanae Takaichi, que, apesar de ser a primeira mulher a governar o país, se opõe à possibilidade de alguém do sexo feminino ocupar o trono japonês.

Uma pesquisa realizada pelo jornal Mainichi Shimbun em junho revelou que apenas 23% dos entrevistados eram favoráveis a que filhos de membros da família imperial readmitidos se tornassem imperadores, enquanto 34% eram contra. Em contrapartida, mais de 70% apoiavam uma imperatriz, e 40% apoiavam a sucessão por via materna. 

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