Um adolescente italiano de 16 anos recebeu alta de um hospital em Milão após passar mais de seis meses internado devido aos ferimentos provocados pelo incêndio em um bar de Crans-Montana, na Suíça, na noite de Réveillon.
Leonardo Bove ficou hospitalizado em Zurique até 11 de janeiro, com queimaduras graves em 50% do corpo, e depois foi transferido para o Hospital Niguarda, um dos mais renomados da capital da Lombardia e de onde saiu apenas nesta sexta-feira (16).
O incêndio no bar Le Constellation deixou 41 mortos e 115 feridos durante as celebrações de Ano Novo e teria sido provocado por fagulhas lançadas por velas pirotécnicas na espuma antirruído que revestia o teto do bar.
As chamas se alastraram rapidamente, e muitas pessoas não conseguiram escapar a tempo. Bove foi atingido pelo fogo nas costas e chegou a ficar desaparecido por 48 horas, enquanto os pais tentavam encontrá-lo em diversos hospitais suíços. O adolescente só foi encontrado com o auxílio de exames de DNA.
No Hospital Niguarda, Bove foi extubado em 20 de janeiro e transferido para o centro de tratamento de grandes queimaduras, onde viveu a dura e dolorosa rotina de recuperação, incluindo cirurgias para reconstrução da pele, banhos desinfetantes, sessões de laser e fisioterapias.
Durante sua internação, recebeu visitas ilustres, como as do presidente da Itália, Sergio Mattarella, do cantor Achille Lauro e de jogadores da Inter de Milão, time do qual é torcedor fanático.
Os proprietários do bar Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, são investigados pelo Ministério Público de Sion como suspeitos de responsabilidade pelo incêndio, assim como ex e atuais dirigentes do município de Crans-Montana, que não teriam feito as inspeções necessárias no estabelecimento.
Paralelamente, o Ministério Público de Roma também realiza um inquérito sobre as causas da tragédia, já que seis adolescentes italianos de 15 e 16 anos de idade morreram nas chamas.