Itália vai extraditar chinês suspeito de ser hacker procurado pelas autoridades dos EUA, diz fonte

26 abr 2026 - 14h53

O governo italiano ‌decidiu extraditar um cidadão chinês procurado pelas autoridades dos EUA por acusações de crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas sobre a Covid-19, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento ⁠direto do assunto.

A decisão do governo, divulgada ‌inicialmente pela Bloomberg, segue uma sentença de um tribunal italiano no início deste mês, ‌que afirmou que Xu ‌Zewei poderia ser extraditado.

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Um representante do governo ⁠italiano se recusou a comentar. O advogado de Xu, Enrico Giarda, disse à Reuters que seu cliente ainda não havia recebido nenhuma comunicação sobre o assunto.

Xu foi preso em ‌Milão no dia 3 de julho a pedido ‌das autoridades ⁠dos EUA, ⁠que o acusam de fraude eletrônica e roubo de ⁠identidade qualificado por ‌seu suposto envolvimento ‌em atos de pirataria informática ocorridos entre fevereiro de 2020 e junho de 2021.

Após sua prisão, o advogado de Xu afirmou ⁠que seu cliente havia sido vítima de um erro de identidade.

O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) alega que Xu tem invadido e roubado pesquisas ‌cruciais sobre a Covid-19 a mando do governo chinês.

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O Departamento de Justiça afirmou que Xu ⁠fazia parte de uma equipe de especialistas em segurança cibernética que, em 2020, teve como alvo universidades, imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas sobre vacinas, tratamentos e testes para a Covid-19.

O Departamento de Justiça também alega que, em 2021, Xu fazia parte de um grupo de ciberespionagem conhecido como Hafnium, que se infiltrou em milhares de computadores em todo o mundo, inclusive nos EUA. 

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