Subiu para 19 o número de mortos no atentado terrorista perpetrado no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, no último sábado (25), segundo balanço divulgado neste domingo (26) pelo Instituto de Medicina Legal e Forense do governo.
O ataque foi atribuído ao grupo armado conhecido como Estado-Maior Central (EMC), liderado por Iván Mordisco, comandante dissidente das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A explosão atingiu um trecho da Rodovia Pan-Americana e deixou ônibus e vans retorcidos, além de provocar o capotamento de diversos carros. Uma cratera também foi aberta na estrada.
O comandante das Forças Armadas colombianas, Hugo López, disse em uma coletiva de imprensa que a bomba foi detonada depois que os terroristas interromperam o trânsito bloqueando a via com um ônibus e outro veículo.
O incidente ocorreu faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais na Colômbia e poucas horas depois da visita do presidente Gustavo Petro à Venezuela, durante a qual foi anunciado um acordo de cooperação militar com Caracas para liberar as zonas de fronteira de grupos paramilitares envolvidos em atividades ilegais.
O senador de esquerda Iván Cepeda, arquiteto da política de Petro de negociar com grupos armados, lidera as pesquisas, seguido pelos candidatos de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, que prometem linha dura contra as facções.
Os três relataram ter recebido ameaças de morte e conduzem suas campanhas sob forte esquema de segurança. .