Centenas de pessoas e líderes políticos prestaram homenagens em Roma à ex-ministra Emma Bonino, que faleceu na última sexta-feira (11). Considerada um símbolo da luta pelos direitos civis e pelo Estado de Direito na Itália e na União Europeia, ela dedicou meio século à vida pública. Bonino ocupou cargos como ministra das Relações Exteriores e comissária da UE, destacando-se na defesa de causas como o aborto, os direitos dos migrantes e a eutanásia, consolidando-se como figura democrática vital.
Centenas de pessoas, incluindo diversos políticos italianos, se despediram neste domingo (13) da ex-ministra das Relações Exteriores Emma Bonino, símbolo da luta pelos direitos civis, que morreu na última sexta-feira (11).
As homenagens foram prestadas na Sala Promoteca, no Campidoglio, região central de Roma. Uma bandeira da União Europeia foi colocada sobre o caixão de Bonino, enquanto buquês de flores deixados por inúmeros cidadãos se acumularam ao longo do dia.
"Tantos cidadãos estão aqui para homenagear uma mulher extraordinária, uma figura fundamental em nossa República e em nossa democracia. Fiquei comovido com a quantidade de pessoas em pé diante de seu caixão e agradecendo a ela", disse o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri.
O político acrescentou que a ex-ministra, uma das figuras mais emblemáticas da política italiana, "desempenhou um papel muito importante em muitos momentos decisivos para tornar nosso país mais livre e, portanto, mais justo".
"Ela foi uma lutadora gentil e tenaz pelo Estado de Direito, pelas liberdades civis e políticas. E era uma europeísta convicta. Para ela, os direitos humanos eram os mesmos em todo o mundo, e nosso país é um país melhor, em parte graças a ela", afirmou.
Riccardo Magi, secretário do partido de centro +Europa, legenda fundada por Bonino em 2018, destacou o impacto causado pela ex-ministra em pessoas de diferentes gerações.
"Muitos italianos de diferentes gerações e até mesmo de diferentes identidades políticas viram em Emma Bonino um exemplo de como a política deveria ser e como se deve comportar dentro das instituições. Emma dedicou sua vida às instituições e à sua reforma, criticando-as duramente, mas sempre buscando melhorá-las", declarou.
Libertária, laica, feminista e combativa, Bonino atuou por meio século na vida pública italiana e internacional. Durante a carreira, ocupou alguns dos cargos mais relevantes da política italiana e europeia: foi vice-presidente do Senado, comissária da União Europeia para a Saúde, ministra do Comércio Internacional e das Políticas da UE e ministra das Relações Exteriores.
A luta de Bonino pelo direito ao aborto, pela legalização da maconha, pelos direitos dos migrantes, pela dignidade no fim da vida e contra a energia nuclear a consolidou como uma das vozes mais independentes e corajosas da política europeia. .