Pesquisas de boca de urna nas eleições da Suécia apontam vantagem do bloco de esquerda e um recuo da extrema direita, representada pelos Democratas Suecos, que apoiam a atual coalizão conservadora. Impulsionada por temas como saúde e custo de vida, a oposição liderada pelos social-democratas comemorou o resultado, que sugere um limite ao avanço ultraconservador no Parlamento. A apuração oficial definirá o rumo político do país após uma disputa marcada por forte polarização e alta participação.
A participação eleitoral na Suécia costuma superar 80%, e cerca de oito milhões de pessoas estavam aptas a votar neste pleito.
A reação foi imediata no comitê social-democrata, onde militantes comemoraram o recuo da extrema direita e entoaram "sem racistas nas nossas ruas". A campanha foi marcada por disputas sobre saúde, custo de vida e políticas sociais, temas que impulsionaram o bloco de esquerda ao longo das últimas semanas.
A coalizão conservadora, formada em 2022 e apoiada pelela sigla de extrema direita Democratas Suecos no Parlamento, havia ganhado fôlego nos últimos dias, mas não o suficiente para superar a oposição de esquerda.
O partido de extrema direita, historicamente associado a pautas anti-imigração, tornou-se peça central da coalizão conservadora e esperava ampliar influência no governo. A boca de urna indica, porém, que o avanço observado em eleições anteriores pode ter atingido um limite junto aos suecos.
O compositor do grupo ABBA, Benny Andersson, demonstrou apoio à candidata de esquerda cantando um dos hits do grupo, Mamma Mia, em comício da social‑democrata Magdalena Andersson:
Disputa marcada por polarização
A esquerda e o centro lideraram pesquisas durante boa parte da campanha, mas viram a diferença diminuir nos últimos dias. A disputa foi marcada por forte polarização, com temas como saúde, inflação e segurança pública dominando o debate. A boca de urna sugere que o eleitorado pode ter respondido às críticas sobre a influência da extrema direita no governo.
A apuração oficial deve confirmar ou ajustar os números divulgados pelas emissoras. A Suécia, com 10,6 milhões de habitantes, mantém tradição de alta participação eleitoral e estabilidade institucional. O resultado final definirá o rumo político do país e o verdadeiro papel da extrema direita no Parlamento.
Com AFP