Itália diz que missões da UE não irão atuar no Estreito de Ormuz

Aspides e Atalanta poderão receber reforços, disse Tajani

16 mar 2026 - 13h56
(atualizado às 14h08)

O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, confirmou que as missões navais Aspides e Atalanta, da União Europeia, não serão expandidas para o Estreito de Ormuz, mantendo, assim, suas operações habituais.

Tajani discutiu missões Aspides e Atalanta com outros chanceleres europeus
Tajani discutiu missões Aspides e Atalanta com outros chanceleres europeus
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A expectativa é que possam ser reforçadas", declarou Tajani logo após encontro dos chanceleres europeus em Bruxelas, nesta segunda-feira (16).

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O tema foi debatido em meio às pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para países aliados enviarem navios para romper o bloqueio iraniano no estreito.

No entanto, antes da reunião, Tajani já havia expressado dúvidas sobre a viabilidade de expandir as missões Aspides e Atalanta para o Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico, que foi bloqueada pelo Irã em represália à guerra lançada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocando uma disparada dos preços globais de commodities de energia.

A Aspides é uma missão defensiva que visa escoltar navios mercantes no Mar Vermelho e protegê-los contra eventuais ataques dos houthis, no Iêmen, enquanto a Atalanta é uma operação militar antipirataria no Chifre da África e no Oceano Índico Ocidental. 

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